Alcachofra
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Alcachofra

Índice de conteúdos

    1. O que é a alcachofra?
    2. De onde procede a alcachofra?
    3. Usos originais da alcachofra
    4. Para quê se utiliza a alcachofra na atualidade
    5. Propriedades e Benefícios da Alcachofra
    6. Possíveis efetivos secundários
    7. Os suplementos de extrato de alcachofra
    8. Para quê e como se usam estes suplementos à base de extrato de alcachofra
    9. Como distinguir bons e maus suplementos de extrato de alcachofra
    10. Possíveis combinações dos suplementos de extrato de alcachofra

O que é a alcachofra?

Falamos de Cynara scolymus, nome científico desta planta hortícola perene pertencente à família das Asteraceae (Compositae), da que também formam parte a chicória, a alface, a endívia e o cardo, entre outras; todas elas estão cobertas pelo denominador comum de destilar um certo amargor no seu sabor derivado da presença de cinarina, uma substância da que falaremos posteriormente em pormenor.

Também conhecida com o nome de alcaucil (originário do termo árabe al-qabsíl), esta planta pode alcançar até dois metros de altura, sendo o mais habitual um e meio.

São as cabeças, onde se alojam as flores, as que constituem a parte comestível da alcachofra. Nessas cabeças sobrepõem-se folhas que se denominam brácteas; as que se localizam mais internamente têm uma consistência mais suave e no seu conjunto recebem o apelativo de "coração da alcachofra", a parte mais apreciada a nível gastronómico.

De onde procede a alcachofra?

A etimologia da palavra “alcachofra” parece ter as suas raízes no termo árabe “al-kharshûf”, que significa algo assim como “linguita de terra”, fazendo alusão ao aspeto das suas folhas singulares.

A alcachofra procede do noroeste de África, região desde onde os árabes comercializaram com ela na Europa, foi tanto o êxito que conseguiram que se generalizara o cultivo por quase todo o velho continente.

No entanto, sabe-se que há vários séculos atrás, gregos e romanos já conheciam as excelências da alcachofra em base à crença de que o consumo desta hortaliça produzia efeitos afrodisíacos. Embora com certas reservas, são positivos os indícios que apontam a que a alcachofra seja na realidade uma variação genética do cardo silvestre (Cynara cardunculus), una espécie que prolifera espontaneamente em muitas extensões não cultivadas de Europa, de exuberante presença.

É provável que se realize um trabalho de seleção e cruzamento entre este e outros tipos de cardos, que acabara numa espécie altamente melhorada e que se incorpora a comestibilidade entre os seus atributos. Um dos lugares do mundo onde o seu cultivo é mais notável é na costa oeste dos Estados Unidos, especialmente Califórnia, lugar onde foi transportada por marinheiros espanhóis e franceses.

Mas o principal núcleo de produção é a bacia mediterrânea, que aglutina mais das três quartos da produção mundial desta hortaliça, juntando assim com o tomate como outra hortaliça da zona mediterrânea.

Não é em vão que Itália lidere o ranking de países produtores de alcachofra, seguido por Espanha que por sua vez ostenta o título de primeiro exportador, sendo as regiõs de Levante e vale de Ebro as principais zonas cultivadoras.

Usos originais da alcachofra

Foram encontradas evidências do seu consumo com finalidade terapêutica e preventiva na mais remota antiguidade, pelo que parece, era conhecida por egípcios e mesopotâmicos, que já reconheciam na alcachofra interessantes efeitos sobre a saúde, especialmente relacionados com o aparelho digestivo.

Beneficios de la alcachofa

Como se comentou antes, para gregos e romanos era um luxo, pelos seus dotes afrodisíacos. E na antiga Grécia até se adjudicava o seu consumo por parte das mulheres que desejavam engravidar, um singular poder para conseguir a conceção de filhos varões. Até mesmo, dando um salto ao século XVI, um escrito rubricado por um galeno afirmava sobre esta hortaliça que “tem a virtude de provocar a Vénus para os homens e às mulheres torna-as mais desejadas”.

Na antiga Grécia, a alcachofra comia-se crua, mas após a sua incorporação a Roma, este hábito abandonou-se pois dizia-se que manchava os dentes, dando começo ao seu consumo cozinhado sob a magistratura do imperador Augusto. Embora nos nossos dias vejamos que o consumo de alcachofra é algo comum, nem sempre foi assim, pois até o começo do século XVIII estava catalogada como um manjar só ao alcance das elites sociais.

Nos albores do século XX proliferaram escritos informativos em publicações científicas nos que a alcachofra adquiriu um grande protagonismo.

Entre outros, um prestigioso médico francês da época assegurava que as folhas da alcachofra constituíam um eficaz remédio contra a arteriosclerose e dava-lhe uma ação reguladora sobre o metabolismo da ureia e das bases púricas, asim como sobre o colesterol, uma virtude que tem algumas verduras.

Para quê se utiliza a alcachofra na atualidade

Após este repasso histórico, é momento de fixar a nossa atenção sobre o papel que desempenha a alcachofra e os seus extratos na alimentação do século XXI.

À margem de ser uma delícia culinária, muito estimada por grande parte da população como revela a elevada demanda que há no mercado para comprar alcachofras.

A alcachofra consolidou-se como protagonista de muitos regimes de emagrecimento, nos quais se encaixa perfeitamente se se consome num contexto de alimentos baixos em gorduras e ricos em fibra.

Especialmente esta última atua com uma potente sinergia com os princípios ativos da alcachofra, por ser a responsável de impedir a reabsorção das gorduras, permitindo que a bílis atue sobre elas para terminar sendo eliminadas do organismo pelas fezes.

Pode-se afirmar que o consumo de alcachofra fomenta a depuração do organismo por duas vias complementares:

  • Fibra solúvel que exerce uma tarefa de purga de resíduos no intestino
  • Seu estímulo biliar elimina o excesso de gorduras procedentes dos alimentos.

A sua intensa capacidade de controlo sobre a secreção de bílis, que talvez seja a sua principal virtude, confere a esta verdura um papel quase terapêutico em pessoas com dificuldade para assimilar as gorduras ou afetadas de icterícia ou do denominado “fígado preguiçoso” (chama-se assim quando está congestionado e, por isso, incapaz de levar a cabo as suas funções metabólicas a pleno rendimento).

Por isso, quando lhe é adjudicada alguma finalidade, à margem de contribuir para o emagrecimento, costuma consumir-se para melhorar a digestão das gorduras e, até mesmo, devido à sua capacidade de estímulo da regeneração das células danificas do fígado, é um alimento muito recomendado em situações de fígado gordo (uma patologia de maior gravidade que o fígado preguiçoso), ajudando a degradar as substâncias de resíduo e evitando que a sua potencial toxicidade acarrete males maiores.

Tem assim um extraordinário reconhecimento em estratégias alimentares orientadas à prevenção de doenças degenerativas, pelo que considera-se boa para a saúde. Pode ser comparável, em menor menida, com os benefícios que apresentam para o organismo outras verduras como as ervilhas, tomate, assim como algumas frutas.

A alcachofra contém, entre os princípios ativos que mais adiante descreveremos, ácido clorogénico, uma substância capaz de despegar uma potente ação antioxidante a nível da membrana celular, obstaculizando a formação desses radicais livres que se convertem no fator desencadeante de processos como o cancro ou algumas cardiopatias.

Aquelas pessoas propensas à instabilidade dos níveis de glicose no sangue devem ter em conta a alcachofra na sua dieta.

A fibra que contém este vegetal, além de eliminar resíduos, desempenha no trato intestinal outra função importante: sequestra o excesso de hidratos de carbono metabolicamente destinados para a sua conversão em glicose e, em consequência, provoca um aumento da glicemia. Por conseguinte, para os diabéticos é um alimento de alto interesse pelo seu efeito hipoglucimiante.

A artrite e a gota são duas doenças de enorme incidência contra as quais a alcachofra também encerra importantes argumentos. O seu carácter diurético pode arrastar a evacuação de líquidos algumas substâncias que podem ter um comportamento tóxico, como o ácido úrico.

Por esta razão, há pessoas que procuram especialmente no consumo de alcachofra preparar-se contra estes processos crónicos articulares. Para isto pode contribuir também outro dado: as propriedades anti-inflamatórios de um dos seus flavonoides, o cinarósido, que pode diminuir a intensidade do dano articular e, como consequência, a dor. Por essa contribuição para combater a retenção de líquidos, é interessante pensar num consumo regular de alcachofra se se padece hipertensão arterial, assim como se o que se requer é baixar a taxa de colesterol e triglicéridos no sangue.

Da combinação de ambos fatores, desprende-se o interesse da alcachofra para prevenir doenças cardiovasculares, que encabeçam o ranking de causas de morte em Portugal e na maior parte do mundo desenvolvido.

Propriedades e Benefícios da Alcachofra

Uma afirmação que bem poderia servir de corolário para este artículo é que

a alcachofra é um alimento imprescindível na planificação de uma dieta equilibrada pelos enormes benefícios que pode reportar à saúde. 

Mas expliquemos uma a uma essas propriedades.

O primeiro que devemos dizer é que o componente hegemónico da alcachofra é a água, que representa um 87 % do peso. E que integra esse 13 % restante, ao parecer tão importante? O mais destacável é que os princípios imediatos que configuram o valor energético de um alimento, isto é, gorduras e hidratos de carbono simples, ocupam lugares pouco proeminentes na sua composição: as primeiras, só um 0,1 % e os segundos, um 2 %, do que se deduz que o valor calórico da alcachofra é bastante pobre (cerca de 40 quilocalorias por cada 100 gramas).

De proteínas, por outro lado, têm cerca de 2%. O maior protagonismo corresponde aos hidratos complexos, dos que maioritariamente há que citar a inulina, seguida da fibra solúvel. A primeira delas é crucial por atuar como um excelente travão aos picos de síntese característicos da diabetes mellitus. É um polissacarídeo de reserva de glicose e de frutose.

A parcela dos micronutrientes requer uma especial atenção.

Propriedades da alcachofa

Vitaminas, minerais e certas substâncias específicas rematam a consideração da alcachofra com a que iniciávamos este capítulo.

Entre as vitaminas, destaca a presença de vitamina B (B1, B3) e E; as duas primeiras, determinantes na eficácia das rotas metabólicas que culminam o aproveitamento de hidratos de carbono, gorduras e proteínas e, especialmente a B1, no bom funcionamento do sistema nervoso. Em quanto à vitamina E, é sabida a sua função antioxidante em todos os tecidos.

Dentro dos minerais, o potássio lidera a presença destes e, apesar disso, a alcachofra está catalogada entre as hortaliças mais ricas em magnésio, fósforo e cálcio, o que dá ideia dos excelentes aportes do primeiro, cujo papel dentro do organismo como regulador dos níveis de líquidos, como hipotensor e em transmissão do impulso nervoso é decisivo. Em relação com o cálcio, é preciso comentar que pela sua condição vegetal vê-se reduzido o seu aproveitamento com respeito ao contido nos alimentos de origem animal.

O magnésio, por outro lado, cobre um amplo surtido de funções, pois influi notoriamente no funcionamento do intestino, nervos e músculos, é decisivo na fixação do cálcio em ossos e dentes e fortalece o sistema imunitário, entre outras.

Precisamente pela sua riqueza nesses três macrominerais, é um alimento recomendado durante a gravidez, especialmente no segundo trimestre. A isto há que juntar outro beneficio da alcachofra durante a gravidez, derivado do flavonoide apigenina, que atua como relaxante das artérias. Sendo de enorme relevância todos os aspetos nutricionais já descritos, que por si sós justificariam a recomendação da alcachofra como alimento de cabeceira, o mais determinante da sua composição são uma serie de substâncias cuja quantidade é quase insignificante em relação com o resto, mas que estão dotadas da capacidade de desenvolver efeitos muito saudáveis.

Falamos de:

  • Cinarina e cinaropicrina: São compostos aromáticos aos quais se deve a recordação amarga que caracteriza o sabor da alcachofra. A nível médico são considerados de efeitos coleréticos e colagogos, o que significa que, por um lado, estimulam a produção de ácidos e sais biliares nos hepatócitos (as células nobres do fígado) e, por outro, fazem o próprio com a evacuação da bílis armazenada na vesícula biliar. A maior parte da concentração de cinarina radica na polpa das folhas, não estando isentas da mesma nas folhas secas e nos caules. A cinarina, por essas propriedades, facilita a digestão das gorduras. A bílis é excretada ao duodeno após a ingestão de alimentos para metabolizar os triglicéridos contidos aqui. Para fazermos uma ideia do beneficio causado pela cinarina, sobre o volume de bílis produzida normalmente pelo fígado, com um consumo regular e significativo de alcachofra pode aumentar um 50 %, chegando a um litro diário. À margem disso, há projetos de investigação centrados na cinaropicrina que arrojam, até ao momento, sérios indícios da sua potencial eficácia na prevenção de tumores.
  • Ácido clorogénico: É um composto cujo poder antioxidante lhe faz atuar como um “saneador” de membranas celulares.
  • Fitosteróis: São substâncias que podem chamar-se colesterol vegetal pela sua tremenda analogia com este, cuja importância radica em que dificultam a absorção do colesterol no intestino.
  • Ácidos orgânicos: Basicamente o málico e o cítrico, que desenvolvem uma tarefa de sinergia com a cinarina e o cinarósido. A função diurética está relacionada com os ácidos do tipo málico, cítrico, glicérico, succínico e lático.
  • Flavonoides: Derivados da luteolina, que potenciam a diurese dos ácidos anteriores junto com oras substâncias denominadas escolimosídeos e os sais ricos e, potássio. Em concreto, o chamado cinarósido tem propriedades anti-inflamatórias. É óbvio que, à luz de tudo o que descrevemos, a alcachofra ganhou a consideração de planta medicinal, fundamentalmente, uma vez que se confirmaram os benefícios da cinarina.

Possíveis efetivos secundários

Na natureza, todas as moedas têm duas caras, sendo que na alcachofra a cara boa é muito mais chamativa que a má, mas não por isso devemos deixar isso esquecido. Para certas pessoas, a alcachofra pode ser um elemento desencadeante de reações alérgicas.

Costumam coincidir com indivíduos que já tenham manifestado hipersensibilidade a outras espécies vegetais como as calêndulas, as margaridas, as ambrosias, os crisântemos e similares. As manifestações alérgicas após o consumo de alcachofras respondem a um idêntico perfil que na generalidade das alergias, incluindo erupções, urticária, picor intenso, edemas, asma e dificuldade respiratória, ficando para casos de extrema gravidade sofrer um shock anafilático.

À margem das alergias devemos ter em conta outros possíveis efeitos secundários, mais comuns, circunscritos a problemas intestinais: flatulências, diarreia, inapetência ou náuseas. Por vezes pode revelar um problema oculto, a colelitiase, consistente na presença de cálculos na vesícula biliar. De facto, sabe-se perfeitamente que comer alcachofras é prejudicial para aquelas pessoas que têm um certo grau de obstrução do conduto biliar, já que a sua função colagoga (lembremo-nos quando explicámos a propósito da cinarina), incrementa o esvaziado da vesícula e isso pode supor um atasco da bílis.

À espera de dados mais contundentes que corroborem o que até ao momento é um indicio, a alcachofra poderia elevar o risco de sofrer hemorragias em pacientes que queixando-se de algum tipo de transtorno hematológico ou que esteja a ser tratado à base de anticoagulantes como a warfarina.

Sobre o consumo de alcachofra durante a amamentação, dizer simplesmente que se recomenda evitar-lo pelo risco de que se produza certa transferência do sabor amargo ao leite.

Podemos citar, mais que como efeito secundário como uma consequência fisiológica associada ao consumo de alcachofras, um aumento da diurese, tanto em quantidade de urina produzida como em frequência de evacuação.

Os suplementos de extrato de alcachofra

De um tempo para cá, o mercado tem-se nutrido de um sem fim de produtos concentrados, na sua maioria com o fim de emagrecer, que levam por bandeira a alcachofra, presentados em forma de comprimidos, ampolas, cápsulas, pós, chás, entre outros. Muitos suplementos de extrato de alcachofra encontram-se entre os remédios naturais apoiados por grandes ensaios clínicos que acreditam as vantagens do seu consumo.

Alcachofra em cápsulas

Da alcachofra utilizam-se as folhas com fins terapêuticos para obter o extraco rico na substância que se busca, a cinarina, da qual se explicaram pormenorizadamente as suas características. Além da cinarina, na seleção dos extratos de alcachofra entra a cinaropicrina, que proporciona a quem o consume um efeito eupéptico (favorecedor da digestão) e estimulante do apetito. Esta dupla função é a que condiciona o momento de ingerir estas substâncias.

Antes de una comida vão comportar-se como estimulantes dos sucos digestivos (o que se conhece popularmente como abrir o apetite), mas ingeridos durante a mesma ou quando terminada, prevalecerá a ação eupéptica, limitando a formação de gases e melhorando em geral o processo da digestão. Uma interessante particularidade do extrato de alcachofra radica na presença de mucilagem na sua formulação e trata-se de que ao misturar-se com a água gera substâncias coloidais que oferecem um melhor trânsito do bolo alimentar pelo intestino.

Para quê e como se usam estes suplementos à base de extrato de alcachofra

O extrato de alcachofra pode ser utilizado como diurético natural nos casos em que esteja aconselhado reforçar um tratamento que evite a retenção de água e impulsar a funcionalidade dos rins. Devemos ter precaução, enquanto se tomam extratos de alcachofra, beber muita água e ingerir a energia precisa para cobrir adequadamente as necessidades calóricas do metabolismo. Caso contrario, este desacelará dificultando a perda de peso se é esse o objetivo do seu consumo.

Em quanto a quantidades admissíveis, as recomendações mais completas falam, para um adulto, de uma ingestão de três tomas diárias de 500 a 650 miligramas de extrato padronizado da folha de alcachofra, durante um período de tempo de um mês ou mês e meio.

Pautar um suplemento de extrato de folhas de alcachofra pode ser a melhor alternativa não farmacológica para pessoas que, pela sua situação clínica, demandem substâncias de ação colerética (estimula a formação de bílis), hipocolesterolemiante (reduzem os níveis de colesterol), antidispéptica (melhora as digestões), carminativo (favorecem a expulsão de gases) e espasmolítico (controlam a dor provocada pelos espasmos intestinais). Se há estudos clínicos conclusivos sobre os benefícios dos suplementos de extrato de alcachofra, estes são os relacionados com a diminuição do colesterol total e do colesterol LDL.

Podemos pôr como referência o estudo realizado em 2000 sobre 143 adultos, cujos níveis de colesterol excediam bastante os limites fisiológicos, a quem lhes foi proposta uma ingestão diária de 1800mg de extrato de folha de alcachofra ao longo de um período de seis semanas. O estudo trouxe cifras muito significativas de redução; em quanto ao colesterol total, um 18,5% e em quanto ao LDL, 22,9%.

Sem dúvida, uma eficácia equiparável à acreditada por algumas estatinas, se bem que estas carecem da espetacular tolerância do extrato de alcachofra, cujos efeitos secundários brilham pela sua ausência. Mas não são só os níveis de colesterol que são agradecidos à ação do extrato de alcachofra. Devemos falar com similar ênfase dos efeitos sobre a hipertrigliceridemia (excesso de triglicéridos no sangue), frequente em obesos, diabéticos e pacientes com hipercolesterolemia e um claro fator predisponente de tromboembolias e pancreatites.

Para o tratamento não farmacológico, é frequente recorrer à fitoterapia, à base de suplementos de plantas ricas em mucilagem, entre os quais destaca o extrato de alcachofra. Os médicos costumam aconselhar que as cápsulas de extrato de alcachofra se tomem meia hora antes das comidas para permitir que o extrato abandone a cápsula e consiga travar-se com o suco gástrico durante a digestão.

Mudando de assunto, há um território no qual se podem obter êxitos terapêuticos com o extrato de alcachofra: o tratamento das enxaquecas, um problema que afeta a uma grande percentagem da população, especialmente mulheres. O seu interesse é como tratamento de fundo (devemos descartar o seu uso nas crises de enxaquecas).

O extrato de alcachofra parece oferecer evidências como probiótico, isto é, estimulante da flora intestinal, pelo que se utiliza em pessoas com obstipação crónica ou síndrome de cólon irritável.

Como distinguir bons e maus suplementos de extrato de alcachofra

Suplementos de alcachofra

Uma norma geral antes de adquirir um suplemento à base de plantas medicinais é conhecer a sua origem. Parece óbvio recordar que qualquer fabricante de uma substância desta índole deve ter superado os controlos prévios da autoridade sanitária correspondente, mas não é por isso oportuno fazer-lo, pois a clandestinidade é um terreno em que, lamentavelmente, todavia habitam alguns desonestos.

Uma questão que também não convém passar por alto é o conteúdo da etiquetaem quanto a qualidade dos ingredientes. 

A fórmula indicará cada um dos princípios ativos que contém, algo que o consumidor deve ter fácil aceso para evitar qualquer tipo de reações adversas por alergias ou outras circunstâncias.

Ao comprar um suplemento de extrato de alcachofra, é importante garantir a veracidade deste ingrediente, pois existem preparados comerciais supostamente elaborados a partir de folhas de alcachofra, mas cujo ingrediente principal é uma mistura de diferentes compostos alheios a este. Por sua vez, é importante a apresentação do suplemento, pois condiciona a eficácia do mesmo, assim como a quantidade de produto necessária para que exerça a sua tarefa.

A maioria de extratos dividem-se entre cápsulas de gel e comprimidos. As primeiras contêm o extrato concentrado e disposto a misturar-se num breve lapso de tempo com os sucos digestivos; por isso é a melhor fórmula para conseguir uma máxima precisão na dose, já que vão revestidas de uma cobertura que outorga ao encapsulado resistência física para a libertação controlada do conteúdo.

Por outro lado, devemos procurar sempre preparados que tenham um conteúdo padronizado de cinarina, o que se supõe que garante com exatidão um aporte constante dos princípios ativos, especialmente a cinarina, em cujo caso se deve garantir sempre o aporte de 15 mg diários.

Normalmente, os extratos que circulam pelo mercado vão titulados a 5 ou 2,5 % em cinarina e com um rácio 1:8, que quer dizer que a massa de extrato obtida é oito vezes inferior que a da planta utilizada na sua fabricação.

Possíveis combinações dos suplementos de extrato de alcachofra

Dentro dos suplementos de alcachofra focados para desenvolver ações digestivas, podem-se encontrar fórmulas combinadas com gengibre, ótimas para canalizar as funções hepática e gástrica. Muito recomendável é aproveitar a sinergia entre a alcachofra e o dente de leão para promover a depuração do organismo, atuando como combinação tónico hepática e eupéptica.

É ainda uma boa aposta na formulação de dietas para combater a gordura abdominal. Entre os destinados a fazer valer as propriedades diuréticas, com vista à depuração do organismo e/ou ao emagrecimento, é frequente a mistura da alcachofra com a cavalinha, outro potente diurético. Os orientados simultaneamente para corrigir a função hepática e reduzir a taxa de colesterol costumam vir em cápsulas de composição variada, pois podem incluir, entre outras possíveis companhias do extrato de alcachofra, fruta do diabo, linhaça, figo da índia ou chá verde.

Outras formulações mistas muito habituais incluem rabanete preto, boldo, cardo mariano e funcho.

Além disso, algumas preparações incorporam como agente de enriquecimento a colina, de excelentes prestações em pró de uma correta funcionalidade hepática e da vesícula biliar.

Concluiremos fazendo uma menção da aplicação do extrato de alcachofra na mesoterapia corporal como técnica na medicina estética baseada na aplicação intradérmica de preparados farmacológicos cuja finalidade é lutar contra a celulite e os depósitos de gordura localizada.

Funciona à base de soluções de extrato de alcachofra com um suporte de ácido hialurónico e de L-carnitina, que favorecem a circulação sanguínea e linfática, contribuindo para a metabolização dos triglicéridos. Em concreto, a L-carnitina intervém no metabolismo dos ácidos gordos garantindo, com a sua presença, formar parte de uma coenzima, o seu transporte às mitocêndrias, os organelos celulares onde acontece a sua oxidação.

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