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Colagénio – O que é, Propriedades, Benefícios, Para que serve…

Índice

O colagénio é uma substância de origem proteica presente na maioria de tecidos conjuntivos no nosso organismo. Tem uma função estrutural, tanto ao nível cutâneo (primeira barreira de proteção) como nas articulações. Ao nível de suplementação, podemos encontrá-lo em forma hidrolisada ou sem desnaturalizar (UC-II). A suplementação do mesmo associa-se principalmente a uma redução da dor articular, ainda que se tenha observado como alguns péptidos pertencentes ao colagénio, favorece a conexão neuronal através de neurotrofinas (BDNF).

O que é o Colagénio?

Hoje em dia, uma grande parte da população está a tomar consciência acerca do cuidado da sua saúde. São demasiados os fatores aos que nos encontramos expostos que provocam um deterioro dos nossos marcadores saudáveis. Por vezes até, sem darmos conta ou ter constância dos mesmos.

Dentro dos sintomas mais característicos, existe um que não pode passar desapercebido, devido à sua alta incumbência, a beleza. Sim, e é que uma das consequências mais notórias que sucedem aos seres humanos, conforme avança o tempo, e assim, outros agentes influem, é o empobrecimento da nossa aparência exterior, refletida no aspeto da pele, e claro, no rostro, imagem que damos ao mundo.

O segredo da eterna juventude jamais será revelado, por mais que qualquer outro científico nem alquimista ponha toda a sua ênfase em conseguir a “fórmula mágica”, mas no entanto, em certo sentido e no que está ao nosso alcance, podemos sim aliviar os estragos que a passagem inexorável do tempo causa nas pessoas. A ciência avança e como tal, põem-nos à nossa disposição uma série de produtos cujo objetivo é cumprir os desejos dos clientes e, neste sentido, em matéria de manter, melhorar, cuidar e, porque não, devolver um aspeto rejuvenescido à nossa pele e expressão.

O colagénio, como suplemento, é o produto que apresenta a evolução da tecnologia para contemplar toda esta série de premissas e conceder mais uma oportunidade a todas estas pessoas que procuram o compromisso de cuidado ao máximo, tanto a sua saúde que tal como veremos, também se encontra implicado a outros níveis, assim como o seu aspeto.

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Falando em termos concretos e exclusivamente no que concerne ao âmbito natural, ao colagénio conhece-se como a estrutura proteica que em maior presença ou abundância podemos encontrar nos organismos dos animais. Dentro do reino vegetal não existe este tipo de molécula, isto é, não há colagénio de origem vegetal. É uma macromolécula que dá lugar, por sua vez, à formação das fibras de colagénio, secretadas pela rede celular constituinte do tecido conjuntivo.

O colagénio é um tipo especial de proteína que atua como uma “cola” dando suporte ao resto das estruturas corporais, na coesão de tecidos como ossos, pele, músculos, tendões, cartilagens, etc.

O colagénio está presente formando uma camada de união de tecidos de modo que dá suporte para a correta coesão de desses sistemas fibrilares permitindo de maneira paralela brindar dois benefícios essenciais, tanto como pilar estrutural, como para capacitar a função dinâmica mediante as propriedades de elasticidade e flexibilidade desses tecidos.

O colagénio encontra-se categorizado numa série de Tipos, em função da estrutura molecular, concentração e lugar onde se dispõe dentro do sistema conjuntivo. Entre eles, o Tipo I é o mais abundante.

A produção natural de colagénio diminui com a idade, refletindo no aparecimento de rugas, flacidez da pele, perda de elasticidade e suavidade, assim como os problemas de índole articular. Outros fatores podem acelerar o processo, como são os maus hábitos alimentares (excesso de açúcar, comida processada), tabaco, ou demasiada exposição solar, que contribuem para diminuir os níveis de colagénio. Investigações podem demonstrar que a maioria de patologias relacionadas com a produção e síntese de colagénio surgem como consequência da genética, escassez de fontes (alimentos) ricos em colagénio, assim como outras carências nutricionais, junto a problemas digestivos.

O colagénio ajuda a fortalecer várias estruturas do corpo e também oferece-lhes proteção, como é o caso da pele evitando a absorção e propagação de substâncias patogénicas, toxinas ambientais, micro-organismos e células cancerígenas. Falando claramente, a proteína do colagénio é o cimento que sustém todo o conjunto.

Onde se encontra o Colagénio?

O colagénio é a principal proteína proteína ibrosa insolúvel na Matriz Extra celular e no tecido conjuntivo. Quando nos referimos ao sistema conjuntivo, estamos a falar de qualquer tecido que dá suporte a outros tecidos conectando-os, e que se integram de uma quantidade relativamente elevada de complexo celular da matriz extra celular. Inclui a ossos, cartilagens e tecido conjuntivo solto. Este último, podemos localizá-lo naquelas zonas que não vão ser submetidas a elevadas resistências ou tensões mecânicas.

O colagénio forma parte do conjunto total de fibras conjuntivas que o nosso corpo tem, de modo que encontraremos neste sistema:

  • Fibras de colagénio
  • Fibras reticulares
  • Fibras elásticas

As fibras de colagénio são as de maior abundância no sistema conjuntivo. Ao nível microscópico, poderemos diferenciar uma subunidade, as fibrilhas de colagénio.

A Matriz Extra celular

A matriz extra celular ou ECM (Extracellular Matrix) é o componente não celular presente dentro dos tecidos e órgãos e que não oferece apenas um suporte estrutural básico para os constituintes celulares, senão que também produz uma expressão indicadora, de carácter crucial, para os processos fisiológicos de índole bioquímico e biomecânico, requerida para a morfologia, diferenciação e homeostase dos tecidos.

A importância da ECM ilustra-se vivamente pela ampla gama de síndromes, que se podem contrair por anomalias genéticas nas proteínas, desde um menor até um maior grau de importância.

Apesar de que, fundamentalmente, a matriz extra celular está composta de água, proteínas e polissacarídeos, entre outros, cada tecido possui uma única ECM com uma composição e topologia diferentes que é gerada durante o desenvolvimento dos tecidos através de um dinâmico e recíproco diálogo, bioquímico e biofísico entre vários componentes celulares, como epitélios, fibroblastos, adipócitos e outros elementos endoteliais, além do envoltório celular e o microambiente proteico.

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A matriz extra celular no tecido conjuntivo é frequentemente mais abundante que as próprias células que a rodeiam e determina as propriedades físicas do tecido. Os tecidos conjuntivos formam a armação do corpo dos vertebrados, mas as quantidades encontradas em diferentes órgãos variam muito desde a cartilagem e o osso, no que são o componente principal, o cérebro e a medula espinal, na que são só constituintes menores.

A ECM é uma estrutura altamente dinâmica que está constantemente a ser remodelada e regenerada, seja enzimaticamente ou não e os seus componentes moleculares estão submetidos a uma miríada de modificações. Mediante estas características físicas e bioquímicas, a ECM gerará as propriedades bioquímicas e mecânicas de cada órgão, como por exemplo a resistência à tração e compressão ou a elasticidade; além disso, media na proteção e manutenção da homeostase extra celular e na retenção hídrica.

Além disso, a ECM dirige a organização morfológica essencial e a função fisiológica mediante a união de fatores de crescimento (GF) e a interação com os recetores da superfície celular para provocar a transmissão de sinais e regular a transcrição de genes. As propriedades bioquímicas e biomecânicas, protetoras e organizativas da ECM num tecido dado podem variar enormemente de um ao outro (por exemplo, pulmões vs pele vs osso) e até mesmo dentro de um tecido (por exemplo córtex renal vs medula renal), assim como de um estado fisiológico a outro (normal vs cancro).

Estrutura do Colagénio

A estrutura molecular do colagénio costuma-se associar com a de uma macromolécula ou proteína complexa, dado que se podem diferenciar até 19 tipos de aminoácidos diferentes, incluindo tanto os essenciais e não essenciais, como por exemplo arginina, glutamina, glicina e prolina.

A figura geométrica que descreve a disposição molecular no espaço concorda com a de uma tripla hélice formada por cadeias de aminoácidos, onde cada uma é constituída por volta de 1400 aminoácidos, sendo a Prolina e Glicina os principais elementos. Nessa estrutura, as três cadeias de polipéptidos mantêm-se unidas numa conformação helicoidal por ligações de hidrogénio. Uma molécula de colagénio estará constituída por três cadeias polipeptídicas, denominadas cadeias alfa, que se enroscam dando lugar à forma de hélice que descreve um movimento dextrogiro no espaço molecular.

Em torno a um quarto do total de tecido proteico que se encontra no nosso corpo corresponde-se com colagénio, sendo a principal estrutura proteica para dar suporte ao resto de elementos e servindo de nexo de união e fortalecimento dos sistemas de conexão e união como os tendões, as lâminas que sustêm a pele e órgãos internos, entre outros. Os ossos e os dentes fazem-se agregando cristais minerais ao colagénio. O colagénio proporciona a estrutura aos nossos corpos, protegendo e apoiando os tecidos mais suaves e conectando-os com o esqueleto. Mas, apesar da sua função crítica no corpo, o colagénio é uma proteína relativamente simples:

Dentro da estrutura, repete-se uma sequência de aminoácidos, mantendo um elemento comum: cada três aminoácidos encontra-se a glicina, sendo o resto de componentes, outros dois aminoácidos, prolina e hidroxiprolina.

A hidroxiprolina, que é crítica para dar estabilidade a toda a estrutura do colagénio, gera-se mediante uma modificação realizada sobre a própria prolina, logo depois de criar a cadeia de colagénio. Esta reação requer de vitamina C, de modo que colabore no fornecimento de oxigénio. No entanto, o nosso organismo não é capaz de a sintetizar e se o aporte externo não é o suficiente, podem surgir certas complicações.

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O deficit de vitamina C (ácido ascórbico) trava a produção de hidroxiprolina, o que implica por sua vez a mesma lentidão na construção da cadeia de colagénio, ou até, a paragem do processo em si, o que pode gerar escorbuto. Esta patologia, que se manifesta pela escassez da vitamina C, pode degenerar em perda de peças dentais e no fácil aparecimento de nódoas negras, por mínimo que seja o golpe, já que como sabemos, o colagénio seria o principal agente de cicatrização e regenerador e reparador de tecidos. É por isso que em numerosos suplementos de colagénio têm vitamina C adicionada.

Dá-se a circunstância que no tipo de dieta ocidental, onde predomina a carne, os aminoácidos Prolina e Glicina não se encontram numa alta concentração nestes alimentos, ou para ser mais exatos, nas partes do animal que mais consumimos. As partes mais ricas são os órgãos.

Embora que ambos aminoácidos são não essenciais e o organismo os possa fabricar por si só, sob certas circunstâncias, como em casos de doença, alta volume de exercício físico, stress emocional, ou outra condição clínica, o corpo ver comprometida a sua síntese, adquirindo a conotação de “condicional” e não ser capaz de obter a suficiente quantidade como se necessita, sendo portanto importante o aporte externo através da dieta ou outros produtos ricos em aminoácidos.

Síntese de Colagénio

A rota biosintética que é responsável da produção do colagénio é um pouco complexa. Tal como tínhamos enunciado, não existe só um tipo de colagénio, senão que há uma longa lista, onde cada um é codificado por um gene específico. Estes genes encontram-se numa grande variedade de cromossomas. Desta maneira podemos observar as duas fases que acontecem na síntese de colagénio:

  • A primeira fase da síntese de proteínas: onde o mensageiro de ARN (mRNA) para cada tipo é transcrito pela expressão do seu gen (processado ARN)
  • A segunda fase da síntese de proteínas: oonde se requer o ADN e onde é submetido a uma série de etapas de processamento para produzir um código final para o tipo específico de colagénio.

Uma vez que se produz o ARNm da cadeia pró-alfa final, fixa-se ao lugar onde se está a produzir a síntese de proteínas local. Este passo da síntese conhece-se como A segunda fase da síntese de proteínas. Este sitio da pró-cadeia alfa de ARNm encontra-se na membrana dos ribossomas, onde se localiza o chamado síntese de proteínas ou rER e que como outras proteínas que são destinadas para a função do ambiente extra celular, o colagénio também é sintetizado no rER.

Fibroblasto e Formação de Colagénio

Um fibroblasto é uma célula que fabrica e mantém a integridade do tecido conjuntivo. É o responsável de criar a matriz extra celular (ECM) e o colagénio. Ambos elementos serão os que constituam, a grosso modo, a rede de tecidos, sendo os fibroblastos os encarregues da sua manutenção. Fibroblasto é o termo utilizado para nomear estas células quando se encontram em estado ativo, dado que quando sucede o contrário e se regista um menor grau de atividade, passam a conhecer-se como fibrocitos. Na sua atividade, os fibroblastos segregam precursores da ECM, e outorgam força ao tecido conjuntivo, forma e a capacidade de aderir-se a outros tipos de tecidos.

Procolágeno, estrutura precursora do colagénio

O colagénio, tal como a maioria das proteínas que se destinam ao transporte para os espaços extra celulares onde se realiza a sua função ou atividade, originam-se inicialmente como uma molécula precursora maior, conhecida neste caso como “Procolágeno”.

A geração de colagénio engloba uma série de procedimentos que acontecem tanto a nível intracelular, onde intervêm os organelos celulares, como fora da célula, na matriz extra celular.

Colagénio para beleza

Dita formação contém proteínas de extensão em cada extremo chamado propéptidos de extensão de procolágeno amino e carboxilo. Estas porções não helicoidais da molécula de procolágeno fazem-na muito solúvel e portanto fácil de mover dentro da célula à medida que experimenta modificações adicionais. Em quanto à molécula de colagénio vai sendo pouco a pouco sintetizada e irá sofrendo uma série de mudanças, denominadas modificações pós-traducionais, e que acontecem no aparelho de Golgi.

O seguinte passo, conhecido como Registo é onde se produz a formação de enlaces dissulfeto entre três cadeias de pro-colagénio, fixando-as num alinhamento adequado. De tal modo, as cadeias vão encaixar-se entre si, formando uma estrutura de fio (recordemos que a estrutura final do colagénio assemelha-se à de uma linha tripla).

Na seguinte fase, acontece uma modificação crítica, e trata-se da hidroxilação dos aminoácidos prolina e lisina na nova estrutura proteica sintetizada, procolágeno. Mediante uma série de enzimas (hidroxilases), são as responsáveis de levar a cabo esta reação fisiológica, necessária para obter hidroxiprolina e hidroxilisina.

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Para isso, estas enzimas requerem de vitamina C (onde vimos no ponto anterior a necessidade crítica da sua presença) junto ao mineral ferro, que atuarão como co-fatores reativos. Em ausência de hidroxiprolina, a cadeia de colagénio não poderá ser completada na correspondente estrutura helicoidal e o que se obterá no seu lugar, será uma nova recodificação molecular, de um carácter débil, sendo muito simples a sua destruição. Mais uma vez, observamos a importância da adequada administração de micronutrientes, essencial e crítica na nutrição humana.

Alguns dos aminoácidos de hidroxilisina recém formados glicosilam-se mediante a adição de açúcares, tais como galactose e glicose, levado a cabo pelas enzimas galactosil e glicosiltransferases, que necessitarão do mineral manganês. A etapa de glicosilação induz características químicas e estructurais únicas à molécula de colagénio recém formada e pode influir no tamanho das fibrilhas. A atividade das enzimas que acabamos de relatar produzem o seu máximo rendimento em etapas precoces da vida e, à medida que vamos aumentando o contador anual, vão diminuendo.

Enquanto que dentro da célula e quando os péptidos da estrutura procolágeno ainda se encontram intactos, dita molécula conterá um alto grau de solubilidade, por volta de 1000 vezes maior que no próximo estado, quando a extensão péptida será eliminada. Este facto favorece para que a molécula de procolágeno possa ser transportada facilmente dentro da célula, onde mediante umas estruturas denominadas micro túbulos, permitirão o seu transporte para a superfície, e ser segregada no espaço extra celular.

À medida que o procolágeno vai sendo segragado, um tipo de enzimas, chamadas procolágeno-proteinases, vão ser as responsáveis de ir eliminando os péptidos de extensão nos extremos da célula. Algumas porções destas peças são reintegradas na célula e podem regular a quantidade de colagénio produzido, mediante um mecanismo de retro alimentação. A molécula final que foi processada conhece-se como colagénio e é quando se começa a originar o processo de formação de fibras.

No espaço extra celular, ocorre outra modificação pós-traducional na molécula de colagénio de estrutura tripla helicoidal, de modo que se geram as fibrilhas e depois as fibras. Este passo chama-se formação de enlaces cruzados e é promovido por outra enzima especializada chamada lisiloxidase. Esta reação situa reticulações estáveis dentro (entre-cruzamentos intra-moleculares) e entre as moléculas (reticulações intermoleculares), sendo o passo mais crítico em quanto a emprestar às fibras de colagénio a característica de força, resistência e tensão.

A ultraestrutura do colagénio pode visualizar-se imaginando cada molécula individual como um pedaço de linha de coser. Muitas destas linhas enrolam-se umas às outras para formar uma cadeia (fibrilhas). Estas cadeias de fibrilhas formam então cordões, que por sua vez se associam e dão lugar a uma corda, que assim, interatuam entre si, para formar cabos robustos. Esta estrutura altamente organizada é a responsável da resistência dos tendões, ligamentos, ossos e derme.

Quando sofremos uma lesão e o colagénio que se encontra no nosso organismo tem que ser reparado, o tecido conjuntivo não vai obter esta rede anteriormente explicada e, assim torna-se uma estrutura um pouco mais débil. É por isso que o colagénio cicatrizado possuirá em torno a 70 ou 80% da robustez do original.

A síntese e remodelação do colagénio é um processo que o nosso organismo continuará com o fim de obter a estrutura original, antes de ocorrer a lesão. Esta fase de remodelação do colagénio, implicará tanto a síntese em curso do colagénio, como a degradação do mesmo. Qualquer desequilíbrio que interfira neste processo de criação provocará que exista uma maior degradação frente à constituição de novo tecido de colagénio.

Degradação do Colagénio

De igual importância no metabolismo do colagénio encontra-se implicado no complexo processo de degradação do colagénio. De maneira normal, o colagénio presente no tecido conjuntivo restaura-se seguindo um ritmo lento e controlado. No entanto, durante estados de doença, como o caso da artrite ou cancro, o grau de degradação e perda de colagénio pode resultar bastante importante.

Nos tecidos saudáveis normais onde o colagénio está completamente hidroxilado formando uma tripla estrutura helicoidal, a molécula é resistente ao ataque pela maioria das proteases. Sob condições saudáveis normais, só as enzimas especializadas chamadas colagenases podem atacar a molécula do colagénio. Este grupo de colagenases pertence a uma família de enzimas denominadas metaloproteinases de matriz ou MMPs.

Muitas células no nosso corpo possam sintetizar e liberar colagenase incluindo fibroblastos, macrófagos, neutrófilos, osteoclastos e células tumorais. Uma das razões pelas quais algumas células neoplásicas podem ser tão invasivas é porque liberam potentes colagenases e podem destruir a molécula de colagénio que se encontram ao redor. De tal modo, podem quebrar as membranas basais dos vasos sanguíneos e dispersar por todo o corpo. Nas úlceras de pressão crónicas, há uma invasão massiva de neutrófilos e liberam um tipo de colagenase muito potente chamada MMP-8 que é responsável da rutura do tecido conjuntivo.

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Para que serve o Colagénio?

O colagénio é um tipo especial de proteína que atua como uma “cola” dando suporte ao resto das estruturas corporais, na coesão de tecidos e sistemas. Forma uma rede com estas cadeias de proteínas que formam a estrutura e formas do corpo, aportando por sua vez certas características essenciais. Por exemplo, proporciona a força dos ossos, a flexibilidade das articulações e a suavidade e firmeza da pele.

Tal como se trata da proteína que mais abunda no corpo (pele, tecido muscular, capilares sanguíneos, sistema ósseo, tendões ou no sistema digestivo), especialmente o colagénio tipo 1, que o veremos mais tarde, é de suma importância e encontra-se implicado numa multitude de processos.

O colagénio é o componente principal do tecido conjuntivo que se encontra na derme, uma das camadas que formam a pele (situada entre a epiderme e a hipoderme). A epiderme encarrega-se de regular a perda de água nas células e tecidos.

Na hipoderme, a camada mais profunda, também se pode observar a presença de colagénio e está formada de tecido gordo e conjuntivo que contém vasos sanguíneos de maior tamanho e nervos. Tem uma rede completa de fibras que estabelecem o crescimento das células e vasos sanguíneos onde o colagénio atua como suporte estrutural. A sua funcionalidade é a de fortalecer, oferecer suporte e, por vezes, propriedades elásticas, aos tecidos. Também se localiza ao redor de órgãos, envolvendo-os e protegendo-os, tal como podem ser os rins e o baço.

A propriedade de força, flexibilidade e elasticidade, talvez se aprecie de uma melhor perspetiva se comentamos que o colagénio também constitui a base de suporte para os tendões e ligamentos:

  • Os tendões são os elementos responsáveis de unir músculos e ossos, e permitir o movimento
  • Os ligamentos são estruturas que se localizam fundamentalmente nas articulações e que permitem dar sustentabilidade e estabilidade aos ossos que formam cada uma delas, como manter a posição da articulação do joelho

Outro tipo de tecido onde poderemos encontrar colagénio é na cartilagem, que pertence também ao sistema conjuntivo e que se localiza particularmente nos tecidos moles, como nariz, orelhas, certas partes do joelho, laringe ou traqueia. A sua função aqui é a de proporcionar flexibilidade, suporte e movimento.

Propriedades e Benefícios do Colagénio

O corpo produz o seu próprio colagénio para abastecer e oferecer suporte à pele, ossos, cabelo, unhas, músculos e todos os órgãos. No entanto, conforme avança a idade, a produção começa a diminuir, aparecendo os sintomas do envelhecimento. Atualmente, os suplementos de Colagénio Hidrolisado podem estimular a produção de colagénio para uns níveis bastante benéficos.

Enquanto que a maioria das pessoas são conscientes de alguns dos benefícios do suplemento de colagénio, ainda não são conscientes do potencial e de como podem elevar a sua saúde em diversas frentes. Depois de começar a tomar colagénio, é quando começam a experimentar mudanças significativas e fá-se a pergunta de porquê esperaram tanto para incluí-lo na sua vida.

Os benefícios do colagénio (os suplementos de colagénio) para o nosso organismo são tão variados como importantes, e até mesmo em algumas ocasiões, podemos quase garantir sem pestanejar, que são quase essenciais.

Dentro dos mais importantes e notáveis podemos mencionar os seguintes:

  • Melhora o aspeto da pele, cabelo e unhas
  • Ajuda a reduzir a celulite e estrias
  • Protege, repara e regenera as articulações
  • Fortalece gengivas e dentes
  • Ajuda para o sistema digestivo e doenças inflamatórias
  • Incrementa o metabolismo
  • Colabora em processos de desintoxicação da pele

Benefícios do Colagénio para a pele

A pele é o órgão de maior tamanho que se encontra no nosso corpo e é responsável da sensação de temperatura, pressão e outras funções importantes.

O colagénio constitui a maior parte da estrutura da pele. Graças a ele, a pele pode manter-se “unida”, além de proporcionar o aspeto juvenil e oferecer as características de firmeza e elasticidade.

Durante a juventude, a nossa pele mantém constantemente estes rasgos, dado que se regenera continuamente. Enquanto que o colagénio é benéfico para todo o corpo, possivelmente o seja ainda mais para a pele.

Isto deve-se a que à medida que uma pessoa envelhece, a epiderme (camada exterior da pele) vai perdendo espessura e elasticidade, num processo conhecido como elastose (perda de colagénio). Com isso, a pessoa tende a mostrar mais sinais de envelhecimento e o aparecimento de mais rugas.

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À medida que a pele vai experimentando o envelhecimento cronológico natural, a estrutura natural da pele começa a deteriorar-se.

O modo pelo que a nossa pele envelhece virá determinado por uma série de fatores, como podem ser a exposição ao sol, o clima (poluição), genética e os nossos próprios hábitos (de acordo com o estilo de vida, tal como fumar).

Dentro desta cadeia, o fotoenvelhecimento será possivelmente uma das que causem maiores estragos, em grande parte porque os seus sintomas não se refletem de maneira tão imediata, mas que, no entanto, são acumulativos, podendo dar a cara nos anos vindouros..

O foto envelhecimento é uma maneira prematura de que a pele envelheça, provocado pela exposição à radiação ultravioleta procedente da luz solar, embora também existam fontes artificiais. Um excesso de exposição solar acelera a elastose. Os sintomas mais clarividentes do envelhecimento atribuídos à pele e potenciados pelos fatores descritos, são entre outros:

  • Pele áspera
  • Aparecimento de pontos negros, ou crescimento dos que já existem
  • Possíveis tumores benignos
  • Flacidez, devido à perda de elasticidade
  • Aparecimento de rugas
  • Pele mais fina e transparente, como consequência do emagrecimento da epiderme
  • Pele mais frágil
  • Pele mais propensa as feridas
  • Aparecimento de celulite

Qual é a diferença entre a Elastina e o Colagénio?

Devemos ressaltar um ponto importante, e este é apresentar a tarefa da elastina, que em princípio pode ser confundida com a do colagénio.

Vejamos do que se trata: Tanto o colagénio como a elastina proporcionam características importantes para a pele, é mais, trabalham juntos para dar firmeza, forma e força à nossa pele.

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Como já fomos dizendo ao longo do texto, o colagénio é um polipeptídeo ou cadeia de proteínas encontrada principalmente nos tecidos conjuntivos ou fibrosos, ocupando à volta de 30% do conteúdo total de tecido muscular do corpo.

Estes tecidos fibrosos são conhecidos como “cola celular” dadas as suas propriedades de coesão e de manter a forma dos mesmos. Como, por exemplo, tecidos conjuntivos como a cartilagem, a gordura ou os tendões. Assim, o colagénio poderá localizar-se em ligamentos, vasos capilares, ossos, córnea e, claro, na pele.

A elastina é também uma proteína que se encontra no tecido conjuntivo, mas ao contrário do colagénio, ela é a que proporciona a elasticidade aos tecidos. É a responsável de que os tecidos regressem à sua “forma original” depois de terem sido esticados ou contraídos. Isto é, a elastina é a responsável de proporcionar qualidades semelhantes a uma “banda de borracha”.

A elastina se localiza nas paredes arteriais, pulmões, intestinos e, claro, mais uma vez, na pele. Exemplos de ações que são possíveis graças à elastina: nos vasos sanguíneos, quando são recorridos pelo fluxo sanguíneo num momento de incremento do ritmo cardíaco, podem expandir-se e de novo voltar à sua forma; a pele, quando a esticamos e depois deixamos de fazer força, volta ao seu estado original.

Portanto, podemos deduzir que a principal diferença entre o colagénio e a elastina será:

  • Colagénio: proporciona fortaleza e resistência à tração
  • Elastina: proporciona suavidade e elasticidade à pele

Estas proteínas também se encontram nas diferentes profundidades da pele. O colagénio é abundante nas camadas inferiores da derme, enquanto que a elastina o é na camada media da pele. Ambas influirão sobre o aspeto da pele, em concreto com sinais tão característicos como são as rugas, a flacidez ou falta de tensão.

Durante a juventude, ambas proporcionam os rasgos de pele lisa e suave, mas conforme avança o tempo, a produção de ambas proteínas vão diminuindo e, por fim, não são capazes de restabelecer corretamente as suas propriedades, sendo que a pele é evidentemente afetada: o colagénio torna-se mais rígido (como uma parede de tijolo que se encontra marcada), aparecendo as rugas.

Outro ponto negativo é a lentidão na cicatrização das feridas. Ao mesmo tempo, a produção de elastina decresce consideravelmente, onde a nossa pele perde essa capacidade de adquirir a mesma forma quando é esticada. O mesmo ocorre com um elástico que é esticado muitas vezes, chegando a um ponto que não ficará da mesma forma inicial. O mais significativo que notaremos estará na zona dos olhos, mandíbula e pescoço.

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Propriedades do colagénio para a pele

Nutre, protege e hidrata a pele

O colagénio é essencial para manter a correta hidratação da pele. Oferece proteção contra os agentes externos

Aumenta o volume, reduz rugas e linhas de expressão

À medida que vamos envelhecendo reduz-se a produção de colagénio e a pele vai perdendo a firmeza, pouco a pouco, o que provoca o aparecimento de rugas, pele flácida e outros efeitos similares da idade. Um dos principais benefícios do colagénio para a pele é que ajuda a devolver-lhe a sua elasticidade.

Reduz o acné

O colagénio reduz o acne. O colagénio é essencial para que a pele se regenere corretamente e se eliminem as espinhas. Também ajuda a evitar que se formem novas espinhas, previne e reduz as cicatrizes.

O colagénio pode ser uma solução para erradicar de uma vez por todas o temido acne. Isto deve-se à propriedade que guarda para melhorar o processo de cura e cicatrização de feridas.

Quando nos cortamos, desencadeia-se um processo de cicatrização, no qual o nosso sistema imunológico se põe em funcionamento.

Os fibroblastos serão os responsáveis de aumentar a produção de colagénio. Grandes quantidades desta proteína criarão a matriz extra celular, de modo que se perfile uma estrutura mediante a qual outros elementos possam unir-se e contribuir para a cicatrização.

Outras substâncias químicas procedentes do sistema imune baseiam-se nesta matriz e aportam as propriedades anti-inflamatórias, anti-bacterianas, além de oferecer suporte de construção de tecidos.

Todos compartem o mesmo material, o colagénio.

Nesta primeira fase de cura, é o tipo 3 de colagénio o que predomina, sendo substituído ao fim de umas três semanas pelo tipo 1, muito mais robusto e também devido ao tempo necessário para ir regenerando estas novas camadas de pele.

De tal modo, o colagénio estará presente em qualquer tipo de ferida, assim como está o acne. Esta patologia identifica-se como uma doença da pele, ocasionada pela inflamação das glândulas sebáceas e uma posterior infeção.

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Ante isto, o corpo manda a ordem de administrar uma grande quantidade de agentes imunológicos para atacar as bactérias, ainda que produza um debilitamento dos tecidos circundantes. Mais uma vez, o colagénio será necessário para reparar e regenerar este cenário e devolver a forma à matriz estrutural.

Com a disposição de uma maior quantidade de colagénio, os agentes que intervêm para aliviar a inflamação provocada pelo acne poderão desempenhar muito melhor a sua função e aligeiraremos o processo de eliminação de tecidos afetados e que não são usáveis de outro modo, sendo necessária a sua excreção.

Este processo é gradual e afetará o “velho acne”, de modo que pouco a pouco se restabelecerá o aspeto original da pele e onde o aumento do colagénio, por exemplo, mediante a suplementação, será uma firme ferramenta para isso.

Unindo-se a isto, devemos destacar a proteção que oferecerá o colagénio para o uso de certos cosméticos e até mesmo fármacos para combater o acne, que podem aportar em pequena escala, vestígios de minerais tóxicos, como mercúrio ou arsénico. E claro, as exposições a ambientes contaminados, que são propensos para o aparecimento do acne, como a poluição.

A geração dos radicais livres será então um cavalo-de-batalha para evitar qualquer alteração na nossa saúde e proteger a pele, será a estratégia que bloqueia a entrada destes tóxicos. o papel do colagénio será então fortalecer a estrutura da pele, para reduzir e proteger assim a entrada de qualquer agente invasor.

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Ajudar a curar e a cicatrizar as feridas

O colagénio melhora o processo de cicatrização global de feridas, cortes, queimaduras, retirada de sinais, cicatrizes de operações, etc. Está demonstrado que o colagénio acelera o processo de cicatrização, ajuda a reduzir a marca que podem deixar estas lesões, dando lugar a um melhor resultado cosmético.

Reduz a flacidez e a celulite

O colagénio reduz a celulite. Tendo em conta que o colagénio é uma proteína extremamente importante para manter a tensão e a firmeza da pele, tomar um suplemento de colagénio pode reduzir ou prevenir a indesejada celulite e flacidez.

Como estimular a produção de colagénio na pele

Via oral
  • Alimentação: Seguir uma alimentação equilibrada é a chave para estimular a produção de colagénio. Um aporte de minerais, vitaminas e proteínas de qualidade é fundamental na formação de colagénio. De igual forma, o aporte de antioxidantes é vital para evitar a destruição de colagénio. Existem uma série de alimentos que favorecem a produção de colagénio como as carnes magras, os produtos lácteos baixos em gordura e o peixe. Conhece aqui os alimentos que promovem a produção do colagénio para a pele
  • Suplementos de colagénio: Tomar um suplemento de colagénio hidrolisado a diário, é sem dúvida, a melhor forma de obter o colagénio que o nosso corpo necessita.
  • Gelatina: A gelatina é a forma cozinhada do colagénio e é a maneira na qual podemos adquirir os aminoácidos que conformam esta proteína.
Via tópica
  • Frascos, máscaras, cremes: O colagénio em creme atua como reparador. Ainda que o colagénio ao ser uma molécula muito grande não pode atravessar a camada dérmica, sim que ajuda a restaurar as camadas mais superficiais pelo que ajuda a melhorar a firmeza, nutrição e aspeto geral da pele.
  • Mesoterapia mediante injeção: Técnica pela qual se pretende aportar nutrientes a nível interno da derme, ativando as células internas da pele e favorecendo a migração dos fibroblastos para que se ative a síntese de colagénio, os compostos perfeitos são as injeções com vitamina C e silício.
  • Radiofrequência: Esta técnica está baseada nas radiações eletromagnéticas. Atua a um nível mais profundo da derme, igualmente provocando um aquecimento e melhorando a ativação celular de produção de colagénio, a longo prazo, restaura o colagénio mais profundo, ajudando a substituir as células mais envelhecidas e estimulando a produção das novas. O aquecimento ajuda, por sua vez, a estimular a circulação da zona..

Conseguir um aspeto mais rejuvenescido, apesar das circunstâncias adversas como é a ordem natural do envelhecimento, é um dos maiores benefícios que podem oferecer os produtos de colagénio.

Benefícios do Colagénio para o cabelo

O colagénio e o crescimento do cabelo estão intimamente unidos, e tal como ser o componente proteico que existe em maior proporção no nosso corpo, também será a maior substância que encontraremos na composição tanto do cabelo como das unhas.

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Apesar de que numerosos tratamentos cosméticos indicam que na sua composição existe adição de colagénio, realmente, os verdadeiros benefícios só os vamos incorporar mediante a suplementação oral de colagénio.

Aquelas pessoas que estejam a sofrer de queda de cabelo, podem beneficiar-se do fornecimento de colagénio na sua dieta. Este facto é tanto aplicável aos homens como às mulheres, sendo talvez neste sexo, onde maior repercussão pode ter.

Por que é que o colagénio é importante para prevenir a queda do cabelo?

Encontramos esta resposta na composição desta proteína, que como já vimos, está constituída por uma série de aminoácidos, sendo alguns deles, pouco frequentes na dieta, e que propiciam o crescimento do cabelo.

Outro fator a ter em conta, é, mais uma vez, o do envelhecimento natural, sendo a perda de força do cabelo, uma das consequências manifestáveis, tal como os níveis de colagénio diminuem.

Uma das razões pelas que se produz a queda do cabelo está relacionada com o dano que sofrem as células estaminais dos folículos pilosos com o envelhecimento, ocorrendo progressivamente, até chegar à calvície.

O papel que presta o colagénio para beneficiar no crescimento do cabelo vemo-lo refletido desde o ponto de vista de restabelecer os níveis e dar suporte para que:

  • As células estaminais, que são as responsáveis das fases ativa e latente do crescimento do cabelo, possam manter a sua correta função e proporcionar os ciclos adequados neste sentido
  • Evitar o debilitamento e fragilidade do cabelo, que produz a sua queda
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Colagénio para reduzir a celulite

A toma oral de péptidos de colagénio pode ajudar a melhorar o aspeto da pele afetada pela celulite ou pele de laranja.

Devido a que um 75% da pele (derme) se compõe de colagénio e representa o 90% do volume da pele, manter uns níveis ótimos desta proteína será uma maneira importante para manter a tensão e a firmeza da pele e, com isso, poder evitar ou prevenir a indesejada celulite.

Esta afeta a uma grande parte da população feminina e caracteriza-se pelo aparecimento de covinhas, flacidez e um aspeto de “pele de laranja”.

Tal como o aparecimento das rugas, a falta de elasticidade ou a incorreta hidratação, a celulite não se trata de um problema de saúde, mas pode ser motivada e possuir diversas origens: genéticas, hormonais, hábitos sedentários, ingestão de algum tipo de fármaco, obesidade, stress…

Neste caso, garantir um aporte suficiente de colagénio, pode neutralizar-los, e unido a um plano ativo, tanto nutricional como desportivo, poder fazer com que, pouco a pouco, vá desaparecendo da silhueta.

Como é que o colagénio ajuda a reduzir a celulite?

Devido ao papel indiscutível que tem o colagénio sobre a manutenção da firmeza da pele, o seu consumo de forma oral em forma de péptidos de colagénio hidrolizado pode ajudar a reduzir o aspeto da celulite.

Este facto está constatado num estudo publicado no Journal of Medicinal Food llamado “Dietary Supplementation with Specific Collagen Peptides Has a Body Mass Index-Dependent Beneficial Effect on Cellulite Morphology.”

Neste estudo demonstrou-se que os péptidos de colagénio ajudam a restaurar a estrutura normal do tecido dérmico e subcutâneo, sobretudo nas zonas das pernas e glúteos.

A investigação sugere que se melhora a biodisponibilidade quando se ingere, o que lhe dá uma vantagem sobre os cremes tópicas.

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Depois de 3 meses de tratamento, observou-se uma redução da pontuação da celulite estatisticamente significativa.

No estudo duplo cego, controlado com placebo, 105 mulheres entre os 24 e 50 anos de idade receberam uma dose diária de 2,5 g de péptidos de colagénio ou um placebo. Depois de três meses de tratamento, observou-se uma redução da celulite estatisticamente significativa.

No final do período de estudo de 6 meses, determinou-se uma redução media de aproximadamente 9% (em comparação com o placebo) em mulheres com um índice de massa corporal (IMC) normal.

Esta melhoria também se registou nas mulheres com um IMC de mais de 25, ainda que o efeito benéfico foi menos pronunciado (redução de 4%).

Em termos da ondulação da pele, observou-se uma redução estatisticamente significativa de 8% de média através da medição do perfil superficial da pele depois de 6 meses de tratamento. Isto foi ainda mais pronunciado no grupo de estudo de IMC normal, com uma diminuição da ondulação da pele da coxa de 11,1%.

No que diz respeito ao modo de ação, poderíamos especular que a eficácia dos péptidos de colagénio no tratamento da celulite baseia-se no seu impacto positivo na síntese do tecido conjuntivo dérmico segundo indica o estudo.

A celulite afeta aproximadamente o 85% das mulheres adultas e caracteriza-se pelo aparecimento de pequenas covas nas pernas e glúteos, dando à pele uma textura de “pele de laranja”. Evidentemente, junto com a toma de colagénio para reduzir a celulite, devemos realizar uma alimentação adequada, beber 2-3 litros de água por dia e realizar exercício físico de tonificação.

Colagénio e a saúde articular

A osteoartrite é um problema de saúde que está relacionado com o sistema articular que mais uma vez, possui a sua origem na passagem do tempo e que também afeta a baixa produção de colagénio.

A artrose ou osteoartrite refere-se a uma doença que produz o desgaste progressivo da cartilagem, sendo um problema crónico da articulação, mantendo-a inflamada e afetando normalmente os joelhos, ancas, costas e pescoço, assim como os dedos e as bases do polegar, tanto das mãos como dos pés.

Uma articulação saudável está formada por um material firme, com propriedades elásticas e flexíveis, que cobre e protege as terminações tanto de ossos como das próprias articulações.

Caracteriza-se por ser avascular, isto é, não tem vasos sanguíneos, por isso não possui a capacidade de regenerar-se tal como ocorre com os ossos ou outros elementos do tecido conjuntivo. Isto é provocado pela falta de nutrientes que são transportados através dos capilares.

A sua função principal é reduzir a fricção e servir como “amortecedor” para o tecido articular. A cartilagem pode modificar a sua estrutura e forma, dado que está constituído por mais de 70% de água, que pode redistribuir-se, ou o movimento ou quando se exerce uma força de compressão sobre ela, como por exemplo quando caminhamos.

Neste processo, uma parte de água procedente da cartilagem entra na articulação e recobre-a. Ao cessar a força, reabsorve-se esta água e a cartilagem volta ao seu estado normal. Neste trânsito, e já que a cartilagem carece de terminações nervosas, não experimentamos nenhum tipo de dor.

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A osteoartrite provocará que a cartilagem perca progressivamente a sua capacidade elástica, além de se tornar cada vez mais rígida portanto, mais suscetível ao dano.

O mais grave aparece quando se produz o deterioro e desgaste em algum ponto e com isso, a cartilagem perde a função amortecedora, ocorrendo desta vez, a temida dor.

Isto intensifica-se devido a que os tendões e ligamentos sofrerão um esforço excessivo de tensão, ainda com o perigo que supõe a fricção que ocorre entre ossos.

O resultado também se traduz numa perda do intervalo de movimento articular. Entre os fatores que também são cúmplices da osteoartrose junto ao envelhecimento, encontram-se as atividades com alto impacto articular praticada, por exemplo pelos desportistas, ou pelo excesso de peso unido a ações simples quotidianas como caminhar.

A cartilagem está constituída por 4 substâncias: colagénio, proteoglicanos, água e condrócitos.

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A afirmação de que o colagénio pode estimular o crescimento de nova cartilagem nas articulações confirma-se pelos estudos médicos (I, II) onde pacientes com articulações artríticas ou danificadas mostraram uma melhoria na mobilidade e alivio da dor ao tomar o suplemento de colagénio.

Benefícios do colagénio para os dentes e gengivas

O colagénio esta presente nas gengivas e na papila dental. A papila dental é a porção de gengiva de forma triangular situada nos espaços interdentais, concretamente, esta parte está formada por colagénio Tipo 1 e Tipo III.

A inflamação das gengivas ou gengivite é um problema muito comum das gengivas que afeta a maioria da população. O que para muitas pessoas, ter as gengivas inflamadas ou a sangrar pode ser algo “inócuo” e sem importância, se não coloca remédio, esta simples inflamação pode causar uma doença grave chamada periodontite que pode danar os tecidos moles e os ossos que sustêm os dentes.

O que acontece é que as bactérias começam a acumular-se ao redor dos dentes. Provocam ácidos que começam a erosionar as partes ósseas dos dentes. As bactérias e a resposta natural do organismo para deter a infeção começam a destruir o osso e o tecido conjuntivo (gengivas) que dão suporte aos dentes.

Quando a periodontite não se trata devidamente não é só o osso que se torna mais débil, também o tecido conjuntivo que sustém os dentes. Há uma parte da mandíbula que suporta os dentes chamado osso alveolar que aguenta o dente na sua base. Quando este osso alveolar começa a diminuir, os dentes começam a mexer-se na sua cada e é quando ocorre a perda do dente.

Ninguém quer perder os dentes, mas uma vez que o problema chega tão longe não há outras opções. Para prevenir esta situação, além de ter uma correta higiene dental, o consumo diário de um suplemento de colagénio vai ajudar-nos a manter as gengivas saudáveis, melhorará a densidade óssea na mandíbula, na papila ao redor dos dentes, no osso alveolar e possivelmente evitará a caída dos dentes.

Colágeno e Sistema Digestivo

Consumir mais colagénio produz uma resposta positiva sobre o sistema digestivo já que a sua implicação essencial na formação do tecido conjuntivo ajuda a regenerar o revestimento protetor do aparelho intestinal.

Uma das principais causas de doença que hoje em dia são mais frequentes, estão relacionadas com o sistema digestivo, em concreto com patologias que produzem a inflamação ou irritação do trato intestinal, ou que produzem mudanças na microbioma, como por exemplo, a síndrome do intestino permeável.

Este problema faz com que as toxinas possam atravessar o trato digestivo e chegar ao fluxo sanguíneo desencadeando uma reação inflamatória severa.

Em pacientes com doenças inflamatórias deste tipo apresentam uma menor concentração sérica de colagénio e, portanto, menor capacidade de poder regenerar o tecido afetado.

Deste modo, incluir colagénio pode diminuir os problemas derivados destas doenças como Crohn ou colite ulcerosa. Além disso, permite absorver água dentro dos intestinos e ajudar deste modo no trânsito intestinal.

Benefícios do Colagénio para o Metabolismo

Um aporte extra de colagénio pode influir notavelmente em incrementar o ritmo metabólico, ajudando nos processos de síntese muscular. A glicina, que forma parte da estrutura proteica do colagénio, pode atrasar o envelhecimento, graças à sua capacidade para propiciar o crescimento muscular e melhorar a recuperação muscular.

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É conhecido como o “aminoácido anti-aging” devido a que ajuda na manutenção do tecido magro em pessoas de idade avançada, estimula a secreção da hormona do crescimento, previne a perda da cartilagem, contribui para a cicatrização de feridas e tecidos, e até melhora o estado energético diário e o rendimento desportivo.

A glicina está implicada na produção de creatina, a energia celular de uso imediato. Também exerce uma tarefa desintoxicante, ajudando a minimizar o dano que o fígado sofre quando absorve substâncias estranhas, toxinas ou álcool, acelerando a sua metabolização e excreção.

Benefícios do Colagénio para a desintoxicação do organismo

O fígado é um dos maiores órgãos do corpo e responsável de muitas funções, como a digestão, o armazenamento de nutrientes, a limpeza do sangue e é parte do sistema imunológico.

A manutenção da saúde do fígado é um aspeto chave para manter o organismo saudável.

Os suplementos de colagénio incluem os aminoácidos necessários para ajudar a manter um fígado saudável.

A glicina é o principal aminoácido encontrado no colagénio, formando quase um 20% dos seus aminoácidos. A glicina é um aminoácido essencial para sintetizar a glutationa. A glutationa é o antioxidante endógeno mais importante do corpo e que ajuda a desintoxicar e proporcionar proteção às células e o tecido corporal.

Também é rico no aminoácido l-arginina, aminoácido que reduz o amoníaco no corpo, ajudando à função de eliminação de amoníaco do fígado.

Benefícios do Colagénio para o Coração

O colagénio é um suplemento que favorece a saúde do coração. Segundo um artigo do “Journal of the American College of Cardiology”, o colagénio é vital para manter a saúde e a manutenção do tecido cardíaco e pode ser um indicador importante da saúde geral do coração.

Uma perda de colagénio no tecido cardíaco pode dar lugar a transformações no coração que causam um debilitamento dos músculos cardíacos, o que lhe deixa mais suscetível a um ataque ao coração ou um derrame cerebral.

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Além disso, o colagénio é essencial para manter a flexibilidade das veias e artérias. O endurecimento arterial foi considerado durante muito tempo como um importante fator de risco para as doenças cardiovasculares. Manter as artérias suaves e flexíveis pode reduzir o risco de doenças e, para isso, é vital assegurar-se um correto aporte de colagénio no organismo.

Tipos de Colagénio: Funções, características e propriedades

Existem mais de 20 tipos de colagénio que foram estudados e que se encontram no nosso organismo.

Cada tipo é codificado por um gene específico e é nomeado utilizando a numeração romana. Apesar de haver um grande número, pela sua extensão, são só 5 os tipos mais importantes e, dentro desses, como suplemento ou complemento realmente vamos utilizar, alguns, como o tipo II que está relacionado com a saúde da cartilagem.

O tipo de colagénio mais predominante é o tipo I, e que junto aos tipos II e III praticamente se repartem num 90% do total de colagénio.

A característica comum a todos os tipos de colagénio é a estrutura molecular que integram e, que tal como já vimos, é uma tripla hélice helicoidal.

Esta ordenação molecular é a que brinda as capacidades e propriedades aos tecidos de força e resistência. No entanto, cada tipo de colagénio possui uma composição de aminoácidos ligeiramente diferente, de modo que provêm de funções específicas.

Função principal dos 20 primeiros tipos de colagénio

  • Tipo I: Está formado por fibras eosinofílicas que formam parte do corpo e localiza-se na pele, cabelo, unhas, órgãos, ossos, ligamentos. O colagénio tipo 1 contribui para a formação dos ossos e pode-se encontrar dentro do trato gastrointestinal. É muito importante para a cicatrização das feridas, dando à pele a sua propriedade elástica além da função de fixação do tecido para que não se desgarre
  • Tipo II: Encontra-se principalmente no tecido conjuntivo e ajuda a construir e regenerar a cartilagem (forma mais de 50% da cartilagem). Quando os níveis deste tipo descem, produz-se uma degeneração da cartilagem, aparecendo os sintomas da artrite. O colagénio tipo II é produzido pelos condrócitos, componente celular da cartilagem.
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  • Tipo III: Constitui as fibras reticulares e é um componente fundamental da matriz extra-celular que compõe os nossos órgãos e a pele. Aplica-se à proteína fibrosa nos ossos, cartilagem, dentina, tendões e outros tecidos conjuntivos. Pelo geral, encontra-se com o tipo I e ajuda a dar à pele a sua elasticidade e firmeza. Também forma vasos sanguíneos e os tecidos dentro do coração. Por estas razões, a deficiência no colagénio tipo III foi relacionada com um maior risco de rotura dos vasos sanguíneos e até a morte precoce.
  • Tipo IV: A sua importância reside em que se encontra encarregue da síntese da lâmina basal que se encontra nas células endoteliais que formam o tecido que rodeiam os órgão, os músculos e a gordura. A lâmina basal é necessária para diversas funções nervosas e vasculares, como por exemplo proporcionar a alienação dos órgãos digestivos e as superfícies respiratórias.
  • Tipo V: É necessário tanto para a síntese como para a regulação do diâmetro das fibrilhas (Fibrilogénese)
  • Tipo VI: É um componente importante da matriz extra-celular que forma uma rede micro-fibrilar que se encontra intimamente associada com a célula e a membrana basal circundante. O colagénio VI também se encontra no espaço intersticial de muitos tecidos incluindo o músculo, o tendão, a pele, a cartilagem e os discos intervertebrais
  • Tipo VII: É um componente principal das fibrilhas de encaixe da adesão dérmico-epidérmica no lado dérmico, na interface da lamina densa e derme papilar.
  • Tipo VIII: É um produto de células endoteliais, queratinócitos, mastócitos e células endoteliais microvasculares. A importância deste colagénio refere-se à vasculatura, proporcionando propriedades elásticas aos vasos sanguíneos e capilares
  • Tipo IX: As suas moléculas heterotriméricas localizam-se na superfície das fibrilhas de colagénio tipo II na cartilagem, de modo que representam pontes macromoleculares entre as fibrilhas e outros componentes da matriz na cartilagem. O colagénio IX é importante para as propriedades coesivas e compressivas da cartilagem.
  • Tipo X: Possui um papel importante no crescimento, desenvolvimento e na remodelação da cartilagem articular e facilita a ossificação endocondral (crescimento dos ossos) mediante a regulação da mineralização da matriz. O colagénio tipo X está relacionado com a cicatrização de fraturas das articulações sinoviais e na remodelação adaptativa do condiloide mandibular.
  • Tipo XI: Encontra-se principalmente na matriz extra celular da cartilagem, é importante para a integridade e o desenvolvimento do esqueleto
  • Tipo XII: Colabora em conjunto com os tipos I e III para dotar das propriedades características das fibras de tendões e ligamentos, no que se refere à plasticidade, isto é, propriedades elásticas e para aguentar as tensões que são submetidas.
  • Tipo XIII: Trata-se de um subgrupo do tipo II e pode funcionar como uma molécula de adesão, além de oferecer uma funcionalidade de carácter geral na membrana celular.
  • Tipo XIV: Este tipo de colagénio regula as etapas precoces da fibrilogénese nos tecidos conjuntivos de alta demanda mecânica.
  • Tipo XV: Possui uma ampla distribuição tecidual, mas a expressão mais forte localiza-se nas zonas da membrana basal, pelo que pode funcionar para aderir ás membranas basais à estroma subjacente do tecido conjuntivo.
  • Tipo XVI: Encontra-se presente nos tecidos dos músculos lisos, incluindo na componente celular das artérias outorgando-lhes propriedades elásticas.
  • Tipo XVII: Destaca pela sua função para dotar com o fortalecimento necessário e a estabilidade da pele (mantém a coesão das distintas camadas da pele).
  • Tipo XVIII: É um componente funcional importante do microambiente da matriz hepática e é crucial para a sobrevivência dos hepatócitos durante lesões e stress
  • Tipo XIX: É um componente da matriz extra-celular implicado na formação da membrana basal além de estar envolvido nas etapas iniciais da diferenciação das células do músculo esquelético
  • Tipo XX: Proporciona a resistência necessária para suportar esforços e tensões em diferentes tecidos conjuntivos, como os tendões, além de localizar-se na córnea ou cartilagem.
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Tipos de Colagénio e Doenças associadas

Os problemas e doenças relacionadas com os tipos de colagénio abarcam diferentes fatores, como são as causas genéticas ou deficiências nutricionais e que finalmente produzem uma alteração na formação das diferentes estruturas de colagénio (tipos).

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Entre as doenças mais comuns que são consequências de um défice de colagénio, seja congénita ou por posteriores hábitos adquiridos encontram-se:
  • Osteogénese imperfeita: Causada por uma mutação do colagénio tipo I e que provoca uma fragilidade do sistema ósseo e problemas no tecido conjuntivo; o nível de gravidade oscila desde um nível baixo, passando por um nível médio até um caso letal.
  • Condrodisplasias: Causada por uma mutação do colagénio tipo II, e que provocam deficiências no crescimento cartilaginoso e no resto de estruturas.
  • Síndrome de Ehlers-Danlos: Causada pela mutação de até 10 tipos de colagénio, mas sobretudo a mais aguda, corresponde-se com o tipo III, que provoca que as nossas articulações se tornem frouxas e degenerar numa hiper-mobilidade articular, onde os sintomas mais frequentes são instabilidade e dor aguda.
  • Síndrome de Alport: Causada principalmente pela mutação do colagénio tipo IV e cujos sintomas afetam a inflamação dos rins, problemas oculares, e até mesmo a perda de audição.
  • Osteoporose: No tem condição genética, associada à idade, como consequência de uns níveis reduzidos de colagénio na pele e ossos (diminui a regeneração do tipo I)
  • Síndrome de Knobloch: Causada por uma mutação do colagénio tipo XVIII, sendo os sintomas conhecidos a protrusão do tecido cerebral e a degeneração da retina.
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Procedência do Colagénio

As fontes naturais de colagénio são exclusivas do reino animal, como já vimos ao começo da descrição, sendo que as principais são as procedentes do peixe, vaca, porco, frango e ovo.

Colagénio marinho

O colagénio marinho é o procedente do peixe, sendo um dos que maior biodisponibilidade existem, e quase com total certeza encabece a lista nos diferentes tipos. Esta característica reside principalmente nos péptidos de colagénio marinho, que são partículas mais pequenas e fáceis de absorver. A biodisponibilidade refere-se à qualidade de determinar a eficácia dos nutrientes que ingerimos. O colagénio marinho tende a ter quase o dobro da biodisponibilidade em comparação com o bovino e porcino. A fonte marina extrai-se a partir das escamas, pele, espinhas e asas do peixe. Há que diferenciar o colagénio marinho procedente do peixe (recomendado) do que se obtém de crustáceos.

Este colagénio é uma proteína estrutural complexa que ajuda a manter a força e flexibilidade da pele, dos ligamentos, das articulações, dos ossos, dos músculos, dos tendões, vasos sanguíneos, das gengivas, dos olhos, unhas e cabelo. Pode lutar contra o envelhecimento, cicatrizar e regenerar os ossos, melhorar o processo de cicatrizado de feridas, aumentar a ingestão de proteínas e proporcionar propriedades antibacterianas.

Cuidado das articulções
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A composição dos péptidos de colagénio marinho possui uma alta concentração em glicina, hidroxiprolina e prolina. Estes péptidos são rapidamente absorvidos pelas células do intestino e liberados na corrente sanguínea para serem transportados por todo o corpo. Desta maneira estimulam as células da pele, das articulações e dos ossos e conduzem à síntese de colagénio através da ativação e crescimento celular.

Considerado como a melhor fonte de colagénio com fins medicinais, trata-se particularmente do colagénio Tipo I, o que maior presença possui de todos. Os benefícios deste tipo se extraordinariamente no fortalecimento dos tecidos conjuntivos e estruturas ósseas, além de dar à pele as suas propriedades de firmeza e tensão, conseguindo melhor suavidade, otimizar a hidratação, maior flexibilidade e a prevenção da formação de rugas, proporcionando um aspeto juvenil, sem sinais de envelhecimento.

Colágeno y Músculos

O colagénio marinho relaciona-se com a estimulação da produção de colagénio do organismo, tanto como para a correta regeneração e síntese das estruturas, como para servir para a matriz de mineralização das células ósseas, ajudando na cicatrização e regeneração do osso.

Outro componente importante presente no colagénio marinho é a colagenina, que é um péptido com atividade antimicrobial. Neste sentido, poderia ter relevância para inibir o crescimento da bactéria Staphylococcus aureus, também conhecida como estafilococo.

Na altura de adquirir suplementos de colagénio marinho recomenda-se que na fórmula se encontrem também ingredientes para melhorar a absorção e potenciar os efeitos, como são a vitamina C e o ácido hialurónico.

Colagénio bovino

Este tipo provém das vacas e também é conhecido como cartilagem bovina ou de vaca. É uma proteína natural presente na cartilagem, ossos, pele e tecido muscular. Consta principalmente de colagénio Tipo I e III, que são os principais componentes da pele, cabelo, unhas, músculos, tendões, ligamentos, ossos, gengivas, dentes, olhos e vasos sanguíneos. Juntos, os tipos I e III de colagénio constituem mais de 90 porcento do colagénio do nosso corpo.

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Se bem existem fontes de colagénio nos alimentos, pode ser difícil consumir as partes dos animais onde se concentra o colagénio. Uma forma de obter colagénio bovino de fontes alimentares é fazendo sopas com caldo de ossos, obtendo-se grandes benefícios. Outra opção que pode ser mais eficiente e conveniente é o uso de suplementos de colagénio.

É uma fonte rica em glicina e prolina, pelo que atuará na síntesis de creatina, regeneração muscular, além de estimular a própria produção de colagénio por parte do corpo. A glicina é necessária para a manutenção das cadeias de ADN e ARN, onde se mantém codificado o nosso código genético, sendo essencial para a correta formação das células. Assim também se encontra o aminoácido prolina em grandes proporções, que presta um papel crítico para a habilidade do organismo na síntese do seu próprio colagénio.

O colagénio bovino pode ser utilizado numa série de problemas de saúde. Entre estes:

  • Pacientes com artrite: uma doença degenerativa da cartilagem, produzindo dor e provocando a fricção entre ossos, além de restar capacidade de amortização articular; neste caso, pode-se combater dita patologia mediante a regeneração da cartilagem
  • Saúde do sistema digestivo: em boa parte graças ao aporte de glicina, que intervém na digestão mediante o incremento dos ácidos gástricos, de modo que se digiram melhor os alimentos e evitar a acidez estomacal, assim como o refluxo gastroesofágico. Também pode ajudar a que a síndrome de intestino permeável e a doença inflamatória intestinal, que também tendem a implicar ácido do estômago baixo
  • Melhora o descanso noturno: já que o aminoácido mais abundante no colagénio é a glicina, um imunonutriente que apoia a resposta inflamatória saudável, de modo que promove um sono mais profundo e mais reparador, pois pode estimular certos neurotransmissores implicados no sono
  • Proteção da pele: dado que contribui para a formação de elastina, que junto a outros componentes, são responsáveis de manter o tom, textura e aparência juvenil da pele. Também pode ajudar a reduzir as rugas, diminuir o inchaço e lutar contra outros sinais do envelhecimento
  • Recuperação muscular: oferece funcionalidade estrutural como suporte para os tendões e ligamentos, de tal modo, que os desportistas possam beneficiar-se principalmente para recuperar dos esforços físicos nos treinos

Colagénio do frango

O tipo de colagénio mais abundante a partir desta fonte será o tipo II, sendo o mais propício para a regeneração da cartilagem. A parte que maior conteúdo desta substância é o esterno do frango.

É, portanto uma ferramenta para neutralizar os sintomas derivados dos problemas articulares. Assim, a cartilagem de frango contém condroitina e glucosamina, duas substâncias que também mostram benefícios na manutenção óssea. Com isto, seria possível travar a doença autoimune como a artrite reumatoide desde os seus inícios, ou bem aliviar e mitigar os sintomas em outros casos.

A forma mais comum de encontrar esta fonte de colagénio é na de Colagénio Não Desnaturalizado tipo II.

Colagénio do ovo

Outra fonte de procedência do colagénio trata-se tanto da casca de ovo como da gema, onde podemos encontrar o colagénio Tipo I. Também coexistem o 3, 4 e 10, mas o de maior relevância é sem dúvida, o 1. Esta fonte aporta outros importantes elementos: sulfato de glucosamina, sulfato de condroitina e ácido hialurónico, além de certos aminoácidos que intervêm na construção de tecidos ou cicatrização de feridas. Outros fatores que fomentam a produção de colagénio como as vitaminas B e E, também estarão presentes.

Com que se pode tomar o Colagénio?

Como vimos, podemos obter o colagénio diretamente de fontes naturais, ou bem aumentar a presença de nutrientes precursores. No entanto, em termos de eficácia, a opção de tomar Suplementos de Colagénio tem um interesse especial. Podemos tomar colagénio de maneira isolada, em formato de pó ou em cápsulas, ou até apostar por juntar outros suplementos para potenciar os benefícios. Noutros casos, existem suplementos em cuja composição é possível encontrar uma grande variedade de ingredientes, apontando a um mesmo objetivo, elevar a presença de colagénio no nosso organismo.

Colagénio e Ácido Hialurónico

O Ácido Hialurónico é um componente natural com presença no organismo. Pertence ao grupo dos glicosaminoglicano (estruturas moleculares polissacáridas que integram o tecido conjuntivo) e distribui-se ao longo do tecido conjuntivo, neural e epitelial. É um dos membros mais relevantes na matriz extra celular, dando suporte estrutural às células, além das articulações e da pele. Cada dia, uma percentagem deste ácido hialurónico é resintetizado.

Ácido hialurónico
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Entre os seus benefícios encontram-se manter um correto estado de saúde do tecido articular e combater a osteoartrite. É responsável, em parte, de outorgar à cartilagem as características de resistência e a habilidade para suportar os esforços mecânicos de compressão.

O seu papel em relação com a pele mantém-se ligada para permitir a ótima hidratação da mesma, o que por sua vez lhe dá a elasticidade necessária. A sua presença pode diminuir os sintomas do envelhecimento refletidos no aspeto da pele.

A combinação dos suplementos de Colagénio e Ácido Hialurónico é uma das melhores maneiras de travar os sintomas do envelhecimento (efeito “antiaging”) e manter a pelo com um aspeto jovem (flexibilidade e firmeza) e contribuir para reduzir a dor articular, ao permitir diminuir a inflamação ao redor da mesma e favorecer para a regeneração do tecido da cartilagem. Assim, o ácido hialurónico permite a correta síntese de colagénio.

Colagénio e Glucosamina

A Glucosamina produz-se naturalmente na cartilagem articular e nos tecidos conjuntivos, onde apoia o correto funcionamento das articulações. O processo de envelhecimento natural e o trauma podem deteriorar os tecidos das articulações, o que restringe a capacidade do corpo para repor as reservas de glucosamina. Por esta razão, algumas pessoas podem beneficiar-se do aporte externo mediante a suplementação. Entre este grupo de pessoas encontram-se aquelas com patologias relacionadas com a dor articular, ou promovida pelo agravamento dos tecidos conforme avançam os anos, ou por padecer osteoartrite ou porque se encontram na fase de recuperação de uma intervenção cirúrgica. A toma de Glucosamina junto com o Colagénio, pode promover a redução do colagénio total que se degradou do último e assim aliviar os sintomas da osteoartrite (Estudo I e II).

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Colagénio e Magnésio

Tomar colagénio com magnésio é uma excelente forma de aportar ao organismo as duas substâncias envolvidas ativamente no correto funcionamento do tecido conjuntivo. São fundamentais para o bom funcionamento de músculos e tendões mesmo de outros tecidos mais duros como as cartilagens e os ossos. Graças a tomar magnésio e colagénio, o nosso corpo tem maior capacidade de regenerar estes tecidos.

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Tomar o mineral magnésio como suplemento em forma de cápsulas, comprimidos ou em pó promove a síntese de proteínas. Dado que o colagénio é a proteína com maior presença no corpo, a toma conjunta destas substâncias vai aumentar a síntese de colagénio.

O cometido dos suplementos de colagénio com magnésio é acelerar a regeneração dos tecidos como a pele, ossos, tendões e músculos. Além das propriedades do colagénio para promover a saúde do tecido conjuntivo, juntam-se as propriedades do magnésio. O magnésio é muito importante para a vida humana. Intervém na regularização do ritmo cardíaco, reduz a fadiga e o cansaço, evita o aparecimento de cãibras musculares.

O Magnésio é um mineral essencial que encontramos párticipe num elevado número de reações como elementos catalisados no interior do organismo. Dele dependem uma série de facetas relacionadas com a saúde, tais como:

  • Função normal muscular e do sistema nervoso
  • Apoio à função cardiovascular e manutenção do ritmo cardíaco
  • Suporte do sistema imunológico
  • Favorecer o descanso e relaxamento
  • Controle da glicémia
  • Propiciar o fortalecimento do sistema ósseo
  • Promove a produção energética
  • Contribui na formação dos ossos

O que é o colagénio com magnésio?

O magnésio é um mineral essencial para o nosso organismo que forma parte de múltiplos processos importantes nele.

A deficiência de magnésio coincide com casos de espasmos e cãibras musculares, um agravamento das digestões, até mesmo problemas de carácter cognitivo, como ansiedade e problemas para adormecer. Um nível inadequado também se associa com padecer enxaquecas.

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Na hora de adquirir um suplemento de magnésio é importante conhecer quais são os sais segundo a sua biodisponibilidade.

Tomar magnésio e colagénio supõe dotar ao organismo com a estrutura proteica adequada para dar suporte na conservação do aspeto rejuvenescido da pele e, além de um catalisador para traçar corretamente as pautas frente à síntese de tecidos; junto com a tarefa de influir sobre a manutenção do sistema ósseo, evitando deficiências e contribuindo para que os processos fisiológicos se realizem corretamente.

Que quantidade de colagénio + magnésio devemos tomar diariamente?

O colagénio é uma proteína que devemos tomar na nossa dieta diariamente, já que conforme passam os anos, a produção de colagénio no nosso corpo cai em picado.

O colagénio magnésio podemos encontrar em forma de suplemento.

A quantidade diária recomendada para tomar colagénio com magnésio, conforme o formato da dose, é:

  • 10g para suplementos me pó
  • 6 comprimidos para suplementos encapsulados

Sem a toma de colagénio com magnésio, podemos ir vendo como poderiam ir aparecendo os sintomas da deficiência de colagénio. Uma das formas na qual estimular e elevar a produção de colagénio será com um correto aporte deste mineral magnésio.

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Quanto tempo demora em fazer efeito o colagénio?

Dependendo de como tomemos o colagénio, o efeito pode demorar em chegar um pouco mais ou um pouco menos A maior parte dos suplementos de colagénio podemos encontrar em pó ou em cápsulas. Sempre é destacável tomar os suplementos em pó, já que é um produto normalmente com maior concentração de colagénio com respeito as cápsulas.

Outra característica importante respeito do pó às cápsulas, é que tem uma maior facilidade de absorção na zona do trato intestinal

É preciso que tenhamos certeza de que os suplementos de colagénio tenham uma quantidade elevada desta substância, assim o efeito do colagénio será mais rápido.

E também, o colagénio em pó pode-se incluir nos batidos e sumos, o qual facilita a toma deste suplemento.

Que benefícios tem o colagénio com magnésio?

Os benefícios do colagénio com magnésio são muitos sobre a saúde humana. Partindo da base de que o magnésio está envolvido na produção do colagénio em forma natural, tomar ambas substâncias é um acerto.

Colágeno Propiedades

O magnésio cumpre um papel especial de cara à saúde dos ossos. Junto à vitamina D, colaboram para que junto ao cálcio, este pode ser absorvido corretamente.

É de tal importância o cálcio para a formação dos ossos, que é capaz de estimular a calcitonina, uma hormona segregada pela tiroide, e cuja missão é equilibrar os níveis de cálcio, evitando a excessiva presença deste e a sua possível acumulação indevida, e por outro lado, administrando corretamente a sua localização.

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O magnésio também influo na atividade dos osteoblastose octoblastos que proporciona densidade mineral óssea, e por tanto, ossos mais fortes, e menos propensos a sofrer fraturas. E também, as mulheres especialmente, podem-se beneficiar ao diminuir os casos de osteoporose, ao diminuir a deficiência deste mineral.

Por que tomar colagénio com magnésio?

Tomar magnésio e colagénio supõe dotar o organismo da estrutura proteica adequada para dar suporte na conservação do aspeto rejuvenescido da pele, e também de um catalisador para traçar corretamente as pautas de cara à resíntese do tecido; junto ao trabalho de influenciar sobre à manutenção do sistema ósseo, evitando deficiências e contribuindo a que os processos fisiológicos se realizem corretamente.

Gelatina, uma grande fonte de colagénio

A gelatina está diretamente relacionada com o colagénio. Já sabemos que o colagénio é a maior estrutura que encontramos no tecido conjuntivo, pele e sistema ósseo, ou seja, possui maior quantidade de colagénio que qualquer outro tipo de proteína.

Também conhecemos os riscos que supõe uma falta de produção de colagénio, algo que de forma irremediável ocorre conforme avança a idade e pode dar como resultado, entre outros problemas, a osteoporose.

A procedência do colagénio é a partir de partes de animais que raramente vamos ingerir, pelo menos sem as cozinhar antes.

Ao contrário dos nossos antepassados, nós tendemos a descartar estas partes do animal, como a pele, órgãos, tecido cartilaginoso… são pouco frequentes no nosso tipo de dieta.

No entanto, sim que as costumamos cozinhar, tal como ocorre com a própria pele ou tendões. Pois, neste caso, ao cozinhar estas partes com alta concentração de colagénio, teremos como resultado a gelatina.

A gelatina é a forma cozinhada do colagénio e é a maneira na qual podemos adquirir os aminoácidos e resto de nutrientes, localizados nestas partes de animal, como tendões e que noutro estado, provavelmente nos neguemos a ingerir, ou não sejam do nosso agrado.

Quando nos referimos a produtos alimentares, a gelatina apresenta-se em formato de pó, praticamente incolor, além de insípida, a partir da desidratação e isolamento de partes de animais, como já comentámos, a pele, ossos e outros tecidos.

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O seu uso dentro deste âmbito justifica-se devido às suas propriedades, já que permitem dar consistência a qualquer prato, visto que atua como um adesivo, similar à cola.

São precisamente essas características gelatinosas, as que beneficiam a regeneração do tecido da cartilagem, além do fortalecimento do tecido conjuntivo, proporcionando ainda a elasticidade.

Benefícios daa Gelatina

A gelatina é um dos super alimentos mais surpreendentes com benefícios para a saúde, já que pode repercutir desde a prevenção das rugas até melhorar a saúde mental, passando por assistir nas digestões.

  • Saúde gastrointestinal: Tal como ocorria com o colagénio, a gelatina previne certos problemas intestinais, melhorando o revestimento do aparelho digestivo e a restaurar a saúde da flora. Relaciona-se com a prevenção da síndrome do intestino permeável. Neste sentido, ao reforçar estes tecidos, estamos a melhorar a forma na qual o nosso organismo mantém uma barreira contra possíveis toxinas e bactérias que pudessem chegar até à corrente sanguínea. Também melhora a disposição de sucos gástricos para favorecer enormemente as digestões.
  • Proteção articular: Colabora para reduzir os problemas que implicam o desgaste das articulações e produzem dor e inflamação, tal como a osteoartrite e a artrite reumatoide. À medida que as pessoas envelhecem, tendem a desenvolver mais rigidez articular, padecer dores e ter uma mobilidade mais limitada, sintomas que pioram com o tempo, já que o colagénio continua a decompor-se e a se corroer. Tanto a gelatina como o colagénio ajudam a deter as respostas inflamatórias crónicas, o que reduz a dor e detém a doença progressiva que conduz a alterações na função das articulações. Colabora para o fortalecimento dos ossos e para manter a correta densidade mineral
  • Melhora a qualidade do sono: Isto é devido, essencialmente, às propriedades que guarda a glicina, de alta presença na gelatina. De tal modo, a gelatina pode reduzir os problemas associados tanto pela falta de sono, a dificuldade para adormecer e o descanso obtido.
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  • Melhoria do estado de ânimo e apoio cognitivo: A glicina está considerada como um neurotransmissor inibidor, o que implica a sua disposição para se comportar como um antidepressivo ou ansiolítico, totalmente natural, sem os danos e prejuízos dos fármacos. Com a toma de gelatina pode-se favorecer a secreção de certas hormonas que causam uma resposta positiva na nossa conduta, redução do stress, claridade mental e relaxamento. Entre estas encontram-se a norepinefrina, ou o GABA.
  • Saúde da pele: O consumo de gelatina pode favorecer para melhorar certos aspetos da pele, como são as rugas, efeito do sol, estrias, assim como outros sinais relacionados com o envelhecimento. Graças às suas propriedades, a gelatina permite uma regeneração celular da pele, estimulando a formação de novo colagénio, conseguindo uma aparência mais rejuvenescida. Ajuda a neutralizar o efeito prejudicial dos radicais livres, e o seu dano oxidativo celular.
  • Saúde cardiovascular: Regula a quantidade de metionina, já que em excesso, pode supor um risco para os problemas de coração, devido a que se incrementa as quantidades de homocisteína no sangue. Estes relacionam-se com marcadores de inflamação, assim como arteriosclerose e problemas de ossos.

Se continuamos a processar a gelatina, vamos obter outro produto importante, o Colagénio Hidrolisado.

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O que é o Colagénio Hidrolisado?

O colagénio Hidrolisado é uma forma de colagénio que foi submetida a um processo de hidrólise, ou seja, a sua estrutura molecular foi alterada obtendo unidades menores. A maioria dos enlaces que unem os diferentes aminoácidos, se romperam, de modo que obtemos péptidos. Esta será finalmente a forma na qual se produz a absorção ao nível intestinal da proteína. Podemos afirmar em tal caso que uma proteína hidrolisada está praticamente digerida, facilitando o trabalho de absorção e produzindo um trânsito muito rápido através do estômago.

Ainda assim, segue mantendo um alto conteúdo nos aminoácidos glicina, lisina e prolina, os quais se encontram em menores proporções em outras fontes proteicas. Estes se relacionam com estimular o crescimento celular dos tecidos conectivos na contraposição à tendência de diminuir a produção natural das estruturas com o passo do tempo e a idade.

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Benefícios do Colagénio Hidrolisado

O colagénio hidrolisado, devido à sua particular estrutura, vai absorver-se numa quantidade de tempo realmente rápida, em menos de 30 minutos já estará à disposição dos distintos aminoácidos. O perfil de aminoácidos (aminograma) que aporte o colagénio hidrolisado favorece com o fim de produzir benefícios sobre a saúde dos tecidos.

Um dos pontos mais importantes refere-se à função de proteger e reparar as articulações. De facto, colabora para substituir o líquido sinovial entre os espaços articulares, de modo que contribui para proteger a tarefa da cartilagem, que se comporta como um amortecedor, reduzindo o dano por impacto articular, assim como a fricção entre as terminações dos diferentes ossos.

O colagénio hidrolizado provém de aminoácidos que se implicam no crescimento muscular. Em termos de manutenção da massa muscular, o aporte desta quantidade de aminoácidos, assim como a fácil absorção dos mesmos, ajudam a manter o balanço de nitrogénio positivo. Tal como se viu no caso da gelatina, elementos como a glicina permitem mostrar os seus benefícios, como podem ser: incrementar a energia, ajudar a melhorar a digestõa, dar suporte estrutural para os tecidos, contribuir para eliminar as toxinas, ou regular certas funções celulares.

Tal como o nosso corpo está formado por mais de um terço de estruturas de colagénio, será uma tarefa muito frutífera para neutralizar os estragos da passagem do tempo e elevar o estado de saúde de numerosas partes do nosso corpo: pele, cabelo, unhas, músculos, cartilagens, tendões, ligamentos…

Quais são as diferenças entre o Colagénio Hidrolisado e a Gelatina?

Apesar de que ambas substâncias compartem praticamente a mesma composição em termos de aminoácidos, assim como a maioria dos benefícios, existem certas diferenças:

  • A gelatina só se dissolve em água quente
  • A gelatina forma um gel viscoso quando se mistura com água
  • A gelatina é mais fácil de digerir

E em quanto aos benefícios que ambas compartem podemos citar:

  • Saúde da pele
  • Crescimento e manutenção da massa muscular
  • Fortalecimento dos tecidos conjuntivos: tendões, ligamentos, cartilagem…
  • Ajuda na dor articular
  • Saúde do sistema ósseo

Dose efetiva de Colagénio

A dose de colagénio em pó efetiva aproxima-se às 10g diárias para contribuir nos benefícios para a saúde da pele e proteção articular, podendo-se tomar com as refeições ou sem elas.

Em quanto à dose procedente do tipo de colagénio não desnaturalizado situa-se à volta de 40mg por dia, como tratamento na dor articular e problemas como a osteoartrite.

Para quem se aconselha tomar colagénio?

Um dos sintomas mais acusados conforme avança a nossa idade é a perda de colagénio.

Encontra-se dentro do que se denomina “Aging” e que engloba todas os sinais que indicam que estamos a ficar mais velhos.

Particularmente, os rasgos que afetam a baixa produção de colagénio com a idade estão referidos a um aspeto menos juvenil e no possível deterioro do sistema ósseo, envolvendo notavelmente as articulações e sobretudo a cartilagem.

O colagénio está sujeito ao desgaste: decompõe-se lentamente com o tempo. As células da pele chamadas fibroblastos são capazes de produzir colagénio. Quando é necessário, os fibroblastos substituem as fibras de colagénio rotas por outras novas.

Lamentavelmente, à medida que envelhecemos a capacidade da pele para substituir o colagénio danificado diminui e desenvolvem-se uma série de irregularidades na rede de colagénio.

Este processo conduz eventualmente às rugas. Portanto, um foco integral para a prevenção e eliminação das rugas implica a redução da degradação do colagénio e o aumento da sua produção. Mas, porque é que isto acontece? Vamos conhecer as razões de seguida.

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Fatores que provocam a perda de Colagénio

  • Radicais livres: São substâncias que provocam um dano a nível celular, acelerando os sintomas do envelhecimento. Estamos expostos continuamente a eles, ou por ambientes onde se encontram tóxicos ou pela contaminação ambiental, assim como a exposição aos raios ultravioleta procedentes do sol, ainda que também possa ser ocasionada pela luz artificial. O tabaco, por exemplo, é um agravante, dado que contém certos químicos que afetam a um grupo de enzimas implicado na síntese de colagénio. Todos estes fatores produzem um deterioro progressivo da nossa pele, sendo necessário que o organismo a produza rapidamente uma maior quantidade de colagénio da que realmente pode outorgar
  • Diminuição da produção natural: Tanto do colagénio como da elastina. São sinais inequívocos de que o nosso organismo não possui as mesmas faculdades que quando éramos jovens. Nesta fase avançada, a produção de colagénio é menor que a degradação do mesmo e, portanto, iremos paulatinamente vendo reduzida a sua concentração. A mulher acusa esta falta de produção em maior medida pela pouca quantidade de estrogénios.
  • Doença: A descida da produção de colagénio pode ter a sua origem em alguma patologia ou problema e que impliquem a correta absorção de nutrientes fundamentais para a correta formação da estrutura proteica
  • Carências nutricionais: Uma dieta na qual não abundam vitaminas e minerais essenciais, conduzirá mesmo a bloquear a quantidade adequada de colagénio. A vitamina C é uma das mais importantes neste processo..
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Sintomas de falta de Colagénio

Entre os mais importantes podemos mencionar:

  • Perda de cabelo
  • Fragilidade das unhas
  • Agravamento do aspeto da pele: aparecimento de rugas, perda de firmeza e elasticidade, flacidez, necessidade de maior tempo para o cicatrizado, nódoas negras com mais facilidade
  • Músculos: rigidez muscular, possíveis cãibras, pior recuperação muscular nos esforços físicos
  • Dor articular: promovido pela degeneração da cartilagem
  • Dentes: dor e perda de força para manterem-se encaixados nas gengivas
  • Vasos sanguíneos: perda de propriedades elásticas, provoca um agravamento da circulação, gerando dor no peito, olhos secos, dores de cabeça, erupções cutâneas, dificuldade para respirar……

Como estimular a produção de Colagénio?

Existem umas estratégias para melhorar a produção natural de colagénio. Entre estas encontram-se principalmente, aumentar o consumo de alimentos que ou bem nos aportam colagénio diretamente, ou aqueles que fornecem micronutrientes para fortalecer o nosso sistema para a síntese de colagénio.

Dentro do primeiro caso, qualquer carne de origem animal nos pode aportar colagénio. No entanto, as concentrações mais elevadas costumam localizar-se em partes que geralmente, não costumam ser muito consumidas pelo grande público e mais ainda, quando a manutenção de uma dieta calórica controlada se apresenta como um objetivo: pele, língua, dobrada, “mãozinhas de porco”… Também a opção de cozinhar caldos de ossos, assim como de partes do peixe.

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Dentro dos alimentos com maior presença de vitaminas e minerais factíveis para estimular a produção natural de colagénio serão aqueles que encontremos doses ótimas de:
  • Vitamina A: como cenouras, pêssegos…
  • Vitamina C: mais as frutas cítricas, embora também se encontre nos legumes de folha verde-escura, como espinafres ou kale
  • Licopeno: tomates, pimentos… isto é, legumes “vermelhos”
  • Antocianidinas: mirtilos, framboesas, morangos, bagas, …
  • Oligoelementos: como o cobre e o enxofre, encontram-se em frutos secos ou leguminosas principalmente

As fontes dos aminoácidos lisina e prolina, ambos implicados na formação de colagénio, podemos encontrá-las em fontes completas de proteínas, isto é, as de origem animal, como a carne, lácteos ou ovo.

Para quem é aconselhável tomar colagénio?

Os suplementos de colagénio se recomenda tomar quando ultrapassamos a idade compreendida sobre os 25-30 anos, ponto no qual se estima que a produção de colagénio começa a se reduzir sobre um 1-1.5% cada ano. Se calcular que a partir dos 60 anos, mais da metade das reservas de colagénio ficam fazias (o índice de produção em contraposição à da síntese é negativo).

Outro argumento, de cara à manutenção da saúde da pele, se trata da acumulação de exposição solar e assim como os ambientes tóxicos, produzindo um auge na geração de radicais livres. Neste aspeto, cobra uma grande relevância para proporcionar as características da pele, como são a firmeza, elasticidade e suavidade, e não estar pálida pela ação destes agentes, acelerando o envelhecimento prematuro.

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Os desportistas e atletas possuem motivos para incluir o colagénio na sua dieta. Eles sofrem um alto desgaste ao nível articular como consequência dos contínuos impactos e movimentos, os quais também produzem roturas fibrilares. De tal modo, de cara à prevenção e proteção articular, e assim como reduzir a fase de recuperação entre sessões, o uso do colagénio é um fator positivo.

O público composto pelas pessoas de avançada idade, e sobretudo as que sofrem doenças relacionadas com os ossos, como puderam ser os casos de osteoartrite, artrite, e favorecer a manutenção da densidade mineral óssea, o que se traduz em fortalecer ossos e supor menor risco de fraturas. Nestes casos, reduzir a dor e a inflamação são os objetivos.

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O colagénio é uma substância de origem proteica presente na maioria de tecidos conjuntivos no nosso organismo. Tem uma função estrutural, tanto ao nível cutâneo (primeira barreira de proteção) como nas articulações. Ao nível de suplementação, podemos encontrá-lo em forma hidrolisada ou sem desnaturalizar (UC-II). A suplementação do mesmo associa-se principalmente a uma redução da dor articular, ainda que se tenha observado como alguns péptidos pertencentes ao colagénio, favorece a conexão neuronal através de neurotrofinas (BDNF). O que é o Colagénio? Hoje em dia, uma grande parte da população está a tomar consciência acerca do cuidado da sua saúde. São…

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